Um incêndio em abril danificou prédios históricos em Paramaribo, Suriname, mas a sinagoga Neveh Shalom não foi atingida. Enquanto os bombeiros lutavam contra as chamas, voluntários da sinagoga digitalizavam documentos antigos para preservar a história dos judeus na região. O projeto, liderado pela acadêmica Rosa de Jong, resultou em mais de 600 gigabytes de dados, incluindo registros de nascimento e vendas de terras. Esses documentos mostram como Suriname foi um importante centro da vida judaica nas Américas. De Jong, que usou esses arquivos em sua pesquisa de doutorado sobre refugiados judeus durante a Segunda Guerra Mundial, arrecadou fundos para digitalizar os documentos. Um dos discos rígidos será doado aos Arquivos Nacionais do Suriname. Lilly Duijm, de 78 anos, que cuidou do arquivo por mais de 20 anos, destacou a importância da preservação da história de seu povo.
A Neveh Shalom Synagogue, localizada em Paramaribo, Suriname, iniciou um projeto de digitalização de seus arquivos históricos após um incêndio em abril que ameaçou o centro histórico da cidade. O incêndio, que causou danos significativos, não atingiu a sinagoga, mas ressaltou a fragilidade dos 100 mil documentos históricos armazenados.
Voluntários da sinagoga, sob a supervisão da acadêmica holandesa Rosa de Jong, estão digitalizando registros de nascimento, vendas de terras e correspondências. De Jong, que utilizou o arquivo para sua pesquisa de doutorado sobre refugiados judeus durante a Segunda Guerra Mundial, destacou a importância de preservar essa história. “Sinto que meu trabalho vem com a obrigação de preservar o passado que estou construindo”, afirmou.
Com o financiamento para câmeras e equipamentos, De Jong conseguiu armazenar mais de 600 gigabytes de dados em múltiplos discos rígidos. Um dos discos será doado ao Arquivo Nacional do Suriname, integrando-se às coleções digitais do país. Os documentos digitalizados revelam como Suriname se tornou um centro da vida judaica nas Américas, especialmente após a chegada de refugiados durante períodos de perseguição.
Importância do Arquivo
A preservação do arquivo é vital para a memória da comunidade judaica em Suriname. Lilly Duijm, de setenta e oito anos, que cuidou dos documentos por mais de duas décadas, expressou sua determinação em manter a história viva. “Enquanto o arquivo estiver aqui, não morrerei”, disse emocionada.
A sinagoga Neveh Shalom, que remonta ao século XVII, é um símbolo da resistência e da continuidade da cultura judaica na região. A digitalização dos documentos não apenas protege a história, mas também facilita o acesso a informações valiosas sobre a diáspora judaica e suas experiências no Caribe.
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