O Projeto Portinari, criado há 46 anos por João Candido Portinari, filho do famoso pintor Cândido Portinari, visa catalogar a obra do artista, que ficou pouco conhecida após sua morte. Desde 2004, o projeto já lançou cinco volumes do catálogo raisonné, e agora João Candido planeja lançar um sexto volume até o final do ano, com 235 novas obras. Ele também está buscando patrocínio para uma grande exposição no Museu Nacional da China em 2026. O projeto começou em um momento em que não havia informações sobre as obras de Portinari, e ao longo dos anos, foram feitas parcerias e campanhas para localizar mais de cinco mil pinturas. A pesquisa também ajudou a combater falsificações das obras. João Candido destaca que a maioria das obras está em coleções particulares e que a catalogação é essencial para preservar o legado do pai. Ele menciona que os custos mensais do projeto são altos e que é necessário encontrar parceiros para garantir a continuidade das atividades.
O Projeto Portinari, criado há 46 anos por João Candido Portinari, busca catalogar a obra do pintor modernista Cândido Portinari. O projeto surgiu após a morte do artista, quando seu legado estava pouco documentado.
João Candido planeja lançar até o fim do ano o sexto volume do catálogo raisonné, que incluirá 235 novas obras. O catálogo, que já possui cinco volumes, é considerado o primeiro a cobrir todas as obras conhecidas do artista na América Latina.
Para localizar as mais de cinco mil pinturas de Portinari, o projeto utilizou parcerias com diversas instituições e campanhas de divulgação. João Candido, de 86 anos, destaca que mais de 95% das obras estão em coleções particulares, o que torna a catalogação essencial para a preservação do legado do pai.
Exposição na China
Além do catálogo, o projeto planeja uma grande exposição no Museu Nacional da China, em Pequim, para 2026. A mostra será parte do Ano Cultural Brasil-China e incluirá uma configuração imersiva, semelhante à exposição “Portinari para todos”, realizada em 2022.
Para viabilizar a exposição, o projeto busca patrocínio, com um orçamento de R$ 6 milhões via Lei Rouanet. João Candido expressa preocupação com a continuidade das ações do projeto, que enfrenta custos mensais entre R$ 120 mil e R$ 150 mil.
O trabalho de catalogação também combate falsificações. João Candido relata experiências em que a equipe teve que envolver a polícia para lidar com obras falsas. O projeto utiliza análises físico-químicas e um banco de dados para identificar autênticas obras de Portinari.
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