O projeto Xica: História e memória da primeira travesti no Brasil busca contar a história de Xica Manicongo, uma figura importante do Brasil colonial, e abordar a transfobia nas escolas. A iniciativa inclui uma HQ ilustrada por Jocosa Aguiar, um suplemento didático e um audiolivro, além de um treinamento para educadores em Pernambuco, com o objetivo de combater o apagamento das identidades LGBTQIA+. A professora Millena Valença, que criou o projeto após uma experiência de transfobia que uma aluna sofreu na escola, acredita que a educação pode transformar a sociedade. Xica Manicongo, a primeira travesti registrada no Brasil, viveu no século XVI e foi perseguida pela Inquisição por se vestir como mulher. O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc e pela Secretaria de Cultura de Pernambuco, visa reescrever a história de Xica e humanizar as experiências de pessoas trans e travestis. A HQ traz uma visão positiva e busca discutir questões de gênero e sexualidade, além de oferecer formação para professores e bibliotecários de escolas públicas, alcançando cerca de 10 mil estudantes.
O projeto Xica: História e memória da primeira travesti no Brasil visa resgatar a trajetória de Xica Manicongo, figura histórica do Brasil colonial, e abordar a transfobia nas escolas. A iniciativa inclui uma HQ, um suplemento didático e um audiolivro, além de um processo formativo para educadores em Pernambuco.
A professora e pesquisadora Millena Valença destaca que o projeto busca “trans-historizar a história oficial”. A ideia surgiu após um episódio de transfobia enfrentado por uma aluna em 2016, que foi impedida de usar o banheiro feminino. Millena afirma que a educação é um instrumento de transformação social, especialmente em Pernambuco, onde ocorrem muitos casos de transfeminicídio.
Xica Manicongo, reconhecida como a primeira travesti do Brasil, viveu no século XVI e foi acusada pela Inquisição de “andar trajada como mulher”. Seu caso, documentado em registros históricos, a tornou um símbolo de resistência para a população negra e LGBTQIA+. O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc e pela Secretaria de Cultura de Pernambuco, é dividido em três partes.
Detalhes do Projeto
A HQ, ilustrada por Jocosa Aguiar, traz a representatividade de Xica como símbolo do movimento de mulheres trans. Jocosa enfatiza que o quadrinho não apenas aborda a vida de Xica, mas também discute como a história foi alterada para promover apagamentos. A segunda parte do projeto, desenvolvida por Millena, oferece um material didático que aborda conceitos de gênero e sexualidade, além de documentos históricos sobre diversas identidades LGBTQIA+.
O projeto inclui um processo formativo para educadores de dez escolas públicas de Pernambuco, com foco no uso da HQ como recurso didático. Cada escola receberá 20 exemplares da HQ, com a expectativa de alcançar cerca de 10 mil estudantes do Ensino Médio, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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