A escritora Ana Maria Gonçalves, conhecida pelo livro “Um defeito de cor”, se candidatou à Academia Brasileira de Letras na vaga deixada pela morte do acadêmico Evanildo Bechara. As inscrições começaram após uma homenagem a Bechara, e Ana enviou sua carta de inscrição no mesmo dia. Se eleita, ela será a primeira mulher negra a ocupar a cadeira 33 da ABL. “Um defeito de cor” narra a história de Kehinde, uma mulher sequestrada no Benin e escravizada na Bahia, e é baseada em extensa pesquisa sobre a história dos africanos no Brasil. Em 2022, o livro inspirou uma exposição no Museu de Arte do Rio e, em 2024, será tema do enredo da escola de samba Portela.
A escritora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um defeito de cor”, anunciou sua candidatura à Academia Brasileira de Letras (ABL). A vaga foi aberta após a morte do acadêmico Evanildo Bechara na última quinta-feira, dia 22. As inscrições começaram na terça-feira, dia 27, após uma sessão em homenagem a Bechara, e Gonçalves enviou sua carta de inscrição no final da tarde.
Se eleita, Ana Maria Gonçalves se tornará a primeira mulher negra a ocupar a cadeira 33 da ABL. Sua obra “Um defeito de cor” narra a história de Kehinde, uma mulher sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia. O livro, fundamentado em extensa pesquisa, retrata a história dos africanos na diáspora e a formação da sociedade brasileira.
Reconhecimento Cultural
Em 2022, a obra inspirou uma exposição no Museu de Arte do Rio (MAR), destacando sua relevância cultural. Para o carnaval de 2024, a história de Kehinde será o enredo da escola de samba Portela, evidenciando a influência da escritora na cultura brasileira. A candidatura de Gonçalves à ABL representa um marco significativo na literatura e na luta por representatividade.
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