O palácio de Can Vivot, em Palma, é uma antiga residência da família Quiroga, que a possui há mais de 700 anos. Recentemente, os proprietários começaram uma campanha de arrecadação de fundos para restaurar frescos do século XVII que estão sendo danificados por um problema de umidade. Eles enfrentam dificuldades devido à falta de apoio do governo, apesar de o palácio ter um alto nível de proteção como patrimônio histórico. Magdalena Quiroga, uma das proprietárias, explicou que a conservação do local é cheia de desafios, especialmente após um longo processo judicial com outra parte da família que queria transformar a propriedade em um condomínio de luxo. O casal, ambos historiadores, deseja manter o palácio aberto ao público e preservar sua história. Eles precisam de cerca de 35.000 euros para a restauração e estão contando com doações de pequenos apoiadores e contribuições de mecenas privados. A manutenção do palácio é complicada por sua grandeza e pela burocracia, além da pressão de investidores imobiliários interessados em transformar o local em um hotel ou apartamentos. Atualmente, Can Vivot é um dos poucos grandes palácios de Palma que ainda é habitado por seus proprietários originais.
O palácio de Can Vivot, em Palma, é uma residência histórica da família Quiroga, que busca preservar o patrimônio desde o século XV. Recentemente, os proprietários lançaram uma campanha de micromecenazgo para arrecadar € 35 mil para restaurar frescos do século XVII, danificados por um problema de umidade.
Magdalena Quiroga, uma das proprietárias, destacou que a conservação do palácio é uma “corrida de obstáculos”. O edifício, que possui um alto nível de proteção, foi declarado monumento histórico-artístico em mil novecentos e setenta e três e bem de interesse cultural em mil novecentos e noventa e cinco. O casal, que herdou a propriedade após um longo litígio familiar, deseja que Can Vivot continue a funcionar como um espaço sociocultural.
Os frescos, pintados pelo artista milanês Giuseppe Dardarone entre mil setecentos e quinze e mil setecentos e dezenove, estão se deteriorando devido a infiltrações. Durante o processo judicial, os proprietários tentaram contatar o Patrimônio Nacional para solicitar ajuda, mas não obtiveram resposta. “A lei de Patrimônio obriga as instituições a convocar ajudas, mas não o fazem”, lamentou Quiroga.
Diante da falta de apoio governamental, a campanha de micromecenazgo foi iniciada através da associação Hispania Nostra. Além dos pequenos doadores, mecenas privados também contribuíram para a conservação do palácio. O casal enfrenta dificuldades para obter licenças de atividade permanente, essenciais para a manutenção do local, devido a exigências administrativas.
Atualmente, Can Vivot é um dos últimos grandes palácios de Palma ainda habitados por seus proprietários originais. O casal se recusa a vender a propriedade para empresas que desejam transformá-la em um hotel boutique ou em um condomínio de luxo. Para Quiroga, a casa teve sorte por estar em suas mãos, pois, caso contrário, “já não existiria”.
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