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Cassiana Der Haroutiounian revela as cicatrizes da Armênia em ‘Uma Ilha Chamada Armênia’

Fotógrafa lança livro que explora a conexão com a Armênia e as cicatrizes deixadas por conflitos e genocídio. Conheça "Uma Ilha Chamada Armênia".

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A Armênia, um país com uma história marcada por um genocídio que matou mais de 1,5 milhão de pessoas e conflitos com o Azerbaijão, é o foco do livro “Uma Ilha Chamada Armênia”, da fotógrafa Cassiana Der Haroutiounian. Ela visitou a Armênia 17 vezes ao longo de mais de dez anos, capturando imagens que mostram as cicatrizes deixadas pela guerra, como paredes danificadas e edifícios abandonados. Der Haroutiounian, que é descendente de armênios que fugiram do genocídio, começou a se conectar com suas raízes em 2010, quando fez sua primeira viagem ao país. Para ela, essa conexão foi transformadora e se considera mais armênia do que brasileira. A fotógrafa descreve suas viagens como uma experiência de cura, buscando o silêncio em lugares isolados. O título do livro reflete a sensação de estar cercada por montanhas, que simbolizam tanto proteção quanto isolamento. Em 2021, ela voltou à região para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh, onde viu de perto a dor da guerra. Em 2023, o Azerbaijão reconquistou a área, levando à fuga de muitos armênios. A fotógrafa sente que, ao visitar a Armênia, também lida com suas próprias feridas emocionais. O livro será lançado em uma livraria em São Paulo.

A fotógrafa brasileira Cassiana Der Haroutiounian lançou o livro “Uma Ilha Chamada Armênia”, que explora suas experiências e a conexão com suas raízes armênias. A obra foi apresentada em um evento na Livraria da Travessa, em São Paulo, no dia 29 de maio.

A Armênia, situada no Cáucaso, carrega uma história marcada por um genocídio que vitimou mais de 1,5 milhão de pessoas e por conflitos com o Azerbaijão, especialmente em relação à região de Nagorno-Karabakh. Der Haroutiounian visitou a Armênia 17 vezes ao longo de mais de dez anos, capturando imagens que refletem as cicatrizes deixadas por esses eventos.

As fotografias no livro mostram fissuras em paredes e fachadas marcadas por balas, simbolizando o impacto dos conflitos. A artista, que é descendente de armênios que fugiram do genocídio entre 1915 e 1923, destaca que sua relação com a Armênia mudou após sua primeira visita em 2010. Ela descreve a conexão como uma experiência transformadora, afirmando que se sente mais armênia do que brasileira.

Conexão e Isolamento

Para Der Haroutiounian, viajar à Armênia é um processo terapêutico. Ela busca o silêncio de lugares inóspitos como forma de meditação. O título do livro reflete a sensação de isolamento do país, que não possui litoral, mas é cercado por montanhas. A fotógrafa também retrata imóveis abandonados, evocando um sentimento de solidão.

Em 2021, Der Haroutiounian retornou ao Cáucaso para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh, onde presenciou a dor da guerra e as histórias de homens que não voltaram. Em 2023, a região foi reconquistada pelo Azerbaijão, resultando na fuga de 100 mil armênios. A artista expressa que, ao visitar a Armênia, ela também lida com suas próprias feridas emocionais.

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