A Suter Art Gallery removeu a obra “Flagging the Future”, da artista Diane Prince, que exibia a bandeira da Nova Zelândia com a mensagem “PLEASE WALK ON ME”. A obra gerou polêmica após Ruth Tipu, uma residente de Nelson, protestar contra a exibição da bandeira no chão, afirmando que isso a ofendia. Tipu, que tem um avô que serviu na Segunda Guerra Mundial, começou a retirar a bandeira do chão diariamente. Após a repercussão nas redes sociais e o aumento das críticas, o museu decidiu retirar a obra, destacando que a decisão não era um julgamento sobre a arte ou a intenção da artista, mas sim uma resposta ao clima de debate acirrado. A polícia da Nova Zelândia também está investigando as reclamações sobre a exposição, embora não esteja apurando distúrbios. A obra original de 1995 já havia sido exibida sem controvérsias em outra galeria.
A Suter Art Gallery, localizada em Nelson, removeu a obra “Flagging the Future”, da artista Diane Prince, após protestos públicos. A peça, que exibia a bandeira da Nova Zelândia com a mensagem “PLEASE WALK ON ME”, gerou polêmica e discussões acaloradas.
A artista, que pertence às comunidades Ngā Puhi, Ngāti Whatua e Ngāti Kahu, já havia apresentado uma versão da obra em mil novecentos e noventa e cinco. Na época, a intenção era protestar contra a administração do primeiro-ministro Jim Bolger, que buscava restringir os direitos das comunidades Māori. A nova exibição, que incluía objetos encontrados, não enfrentou controvérsias em sua apresentação anterior no Pātaka Art + Museum.
Recentemente, a residente Ruth Tipu expressou seu descontentamento ao ver a bandeira no chão. Tipu, cujo avô serviu na Māori Battalion durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou: “Quando eles entram na galeria e veem nossa bandeira no chão, isso angustia meu coração”. Após a repercussão de seus protestos nas redes sociais, a galeria decidiu retirar a obra.
A Suter Art Gallery declarou que a decisão não reflete um julgamento sobre a obra ou a intenção da artista, mas sim uma resposta ao aumento da tensão no debate público. A galeria reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e o papel da arte nas discussões nacionais.
A remoção da obra também gerou reações políticas. O conselheiro da cidade de Nelson, Tim Skinner, fez uma reclamação formal, considerando a exibição “mais do que desrespeitosa”. Em contrapartida, o vice-prefeito Rohan O’Neill Stevens defendeu a obra, sugerindo que a ofensa poderia abrir espaço para um diálogo mais profundo sobre as questões enfrentadas pelas comunidades Māori. A situação continua a ser investigada pela polícia, embora não haja indícios de distúrbios.
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