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Shanghái revela sua rica história hispânica entre arranha-céus e cultura cosmopolita

A influência espanhola em Shanghái revela uma rica tapeçaria cultural, com legados de cinema e arquitetura que ainda ressoam na cidade.

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Shanghái, que começou como um mercado de pescadores, se transformou em um importante centro financeiro e cultural ao longo dos séculos. A cidade atraiu diversas comunidades, incluindo a espanhola, que deixou sua marca na arquitetura e na cultura local. Entre os espanhóis, destacam-se Antonio Ramos, que trouxe o cinema para a cidade, e Abelardo Lafuente, um arquiteto famoso por seus salões de baile e edifícios neomoriscos. Ramos chegou a ter várias salas de cinema e sua mansão ainda existe, assim como os Apartamentos Ramos, onde morou o escritor Lu Xun. Lafuente, que projetou o Hotel Astor e outros edifícios, também fez parte da história da cidade antes de deixar Shanghái em 1927. A presença espanhola em Shanghái, embora pequena, influenciou a vida cultural e social da cidade, que ainda guarda vestígios dessa época em suas ruas.

Shanghái, uma cidade com uma rica história, evoluiu de um mercado de pescadores para um importante centro financeiro, atraindo diversas comunidades ao longo dos séculos. A presença espanhola na cidade, marcada por figuras como Antonio Ramos e Abelardo Lafuente, revela a influência cultural e arquitetônica dessa comunidade.

No século XIX, Shanghái começou a se transformar em um enclave colonial. Em 1865, o primeiro censo de estrangeiros registrou 131 espanhóis, todos homens, que se concentravam na “zona americana”, atual distrito de Hongkou. Com a chegada de famílias espanholas no final do século XIX, a comunidade começou a se estabelecer de forma mais permanente.

Antonio Ramos, um magnata do cinema, chegou a Shanghái após 1899. Ele introduziu o cinema na cidade, projetando filmes que atraíam o público chinês. Ramos possuía sete salas de cinema, incluindo o primeiro cinema moderno do país, o Hongkew. Sua mansão, construída em 1924, ainda é um marco na cidade.

Influência Arquitetônica

Abelardo Lafuente, arquiteto espanhol, chegou a Shanghái em 1913 e se destacou por seus projetos de salões de baile e edifícios. O antigo Hotel Astor, agora Museu da Bolsa, abriga a única sala preservada de dança da cidade, projetada por Lafuente. Ele também criou a mansão de Ramos e o Banco Kincheng.

A comunidade espanhola, embora pequena, deixou marcas significativas na cidade. Vicente Blasco Ibáñez, em 1924, descreveu a influência dos pelotaris, que eram populares nas festas. O antigo frontão de pelota vasca, o Auditorium, ainda mantém suas escadas originais, lembrando a importância dessa cultura.

Legado Cultural

Os vestígios da presença espanhola em Shanghái são visíveis em diversos edifícios e locais. A loja de Jerônimo Candel, chamada La España, era um ponto de encontro para a comunidade. Embora o comércio tenha desaparecido, a arquitetura art déco ao redor ainda preserva a história.

A pequena Alhambra, na rua Duolun, é um exemplo da influência espanhola, com seus arcos e mosaicos. Uma placa do Instituto Cervantes homenageia Antonio Ramos, destacando seu papel na introdução do cinema na cidade. A história da Shanghái hispana, embora menos conhecida, continua a ser um capítulo fascinante da rica tapeçaria cultural da cidade.

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