O Fenix é um novo museu em Rotterdam que fala sobre migração através da arte. Ele fica em um antigo armazém portuário, de onde muitas pessoas partiram para os EUA e Canadá entre os séculos 19 e 20. O museu inaugurou com a instalação “Suitcase Labyrinth”, que tem 2.000 malas e histórias de migrantes. A abertura contou com a presença da Rainha Máxima e aconteceu em um momento em que as leis contra imigração na Holanda estão se tornando mais rígidas. O museu não tem uma agenda política clara, mas quer compartilhar as histórias das pessoas que migraram, mostrando que a migração é uma parte da experiência humana. Entre as exposições, há uma homenagem a uma famosa mostra de fotografia de 1955, com imagens de migrantes de diferentes épocas e lugares. O museu também apresenta uma escada chamada Tornado, que simboliza a jornada dos migrantes. Além disso, há uma instalação com obras de arte que refletem a diversidade das experiências de migração, incluindo um barco que chegou à Itália em 2022 e um passaporte de refugiado de 1922.
A Fenix, novo museu em Rotterdam, inaugurou sua primeira instalação, “Suitcase Labyrinth”, com 2.000 malas que contam histórias de migrantes. A abertura ocorreu em um antigo armazém portuário, local de partida de milhões de emigrantes para os EUA e Canadá entre os séculos XIX e XX. O evento contou com a presença da Rainha Máxima e ocorre em um contexto de endurecimento das leis anti-imigração na Holanda.
A instalação “Suitcase Labyrinth” foi criada para refletir a natureza universal do deslocamento humano. A maioria das migrações é forçada, e o museu busca compartilhar essas histórias. Hanneke Mantel, responsável pela exposição, destacou que a Fenix quer mostrar que a migração é “atemporal, universal e humana”. O museu não possui uma agenda política explícita, mas sua abertura coincide com um aumento das restrições à imigração no país.
Exposições e Temas
A Fenix apresenta uma coleção diversificada, incluindo objetos pessoais, vídeos e obras de arte que simbolizam a esperança por um futuro melhor. A segunda exposição, “The Family of Migrants”, homenageia uma famosa mostra de fotografia de 1955 do Museu de Arte Moderna de Nova York, com 194 fotografias de 55 países. As imagens retratam momentos significativos da migração ao longo do tempo, como a de um refugiado espanhol durante a Guerra Civil.
No lobby do museu, destaca-se a instalação Tornado, uma escadaria projetada pelo arquiteto Ma Yansong, que simboliza a jornada não linear dos migrantes. A estrutura, com 1,86 milhas de tubos e 12.500 tábuas de madeira, oferece uma vista panorâmica da cidade.
Arte e Reflexão
Outra instalação, “All Directions: Art That Moves You”, reúne 150 obras de arte contemporânea e histórica, abordando temas de migração e deslocamento. Entre as peças, destaca-se uma obra do artista Yinka Shonibare, que explora a busca por refúgio em um mundo afetado pelas mudanças climáticas. O museu, que faz parte da revitalização do porto de Rotterdam, busca conectar os visitantes com as histórias de migração que moldaram a cidade e o mundo.
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