O Rio de Janeiro foi escolhido como a capital mundial do livro em 2025 pela Unesco, sendo a primeira cidade de língua portuguesa a receber essa honraria. Em celebração a esse título, o projeto Labirinto Zona Norte, curado por Matheus Euzébio e Marcelo Moutinho, ocorre na Caixa Cultural RJ até o final de junho de […]
O Rio de Janeiro foi escolhido como a capital mundial do livro em 2025 pela Unesco, sendo a primeira cidade de língua portuguesa a receber essa honraria. Em celebração a esse título, o projeto Labirinto Zona Norte, curado por Matheus Euzébio e Marcelo Moutinho, ocorre na Caixa Cultural RJ até o final de junho de 2025, com o objetivo de valorizar a literatura e a cultura da periferia.
Euzébio selecionou uma lista de livros de autores cariocas que refletem a diversidade e a complexidade da vida no Rio. As obras abordam temas como identidade, preconceito e a realidade das favelas. Entre os destaques, está “Nada digo de ti, que em ti não veja”, de Eliana Alves Cruz, que recria o Brasil do século 17, revelando a hipocrisia das instituições sociais.
Outro livro relevante é “O beijo do rio”, de Stefano Volp, que traz uma releitura LGBTQIAP+ de “Romeu e Julieta”. A narrativa intensa e ágil transforma dor em resiliência, surpreendendo os leitores com seu desfecho. Em “Assim na terra como debaixo da terra”, Ana Paula Maia apresenta uma história crua sobre a vida em uma colônia penal, abordando a falta de ressocialização e os direitos humanos.
Literatura da Periferia
A coletânea “Nunca foi sorte, sempre foi macumba”, de André Gabeh, destaca o cotidiano do subúrbio carioca com humor e riqueza de detalhes. Por sua vez, “Via Ápia”, de Geovani Martins, retrata a vida na favela, abordando o preconceito e a violência que afetam os jovens. A obra é um retrato íntimo e necessário da realidade carioca.
Matheus Euzébio, além de curador do projeto, atua na Biblioteca Lima Barreto, na Nova Holanda, no Conjunto de Favelas da Maré, onde também media um clube de leitura. O projeto Labirinto Zona Norte busca reafirmar a periferia como um espaço de imaginação e potência criativa.
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