Shin Takamatsu, arquiteto japonês, retorna à Expo 2025 em Osaka, onde, em 1970, começou sua trajetória profissional. Na época, ele era estudante de arquitetura e trabalhou na construção do evento, que foi a primeira feira mundial realizada na Ásia. Agora, ele apresenta um pavilhão inovador que combina tradição e sustentabilidade. O pavilhão, desenvolvido em parceria […]
Shin Takamatsu, arquiteto japonês, retorna à Expo 2025 em Osaka, onde, em 1970, começou sua trajetória profissional. Na época, ele era estudante de arquitetura e trabalhou na construção do evento, que foi a primeira feira mundial realizada na Ásia. Agora, ele apresenta um pavilhão inovador que combina tradição e sustentabilidade.
O pavilhão, desenvolvido em parceria com a Iida Group e a Universidade Metropolitana de Osaka, é inspirado em uma faixa de Möbius, simbolizando a sustentabilidade. A estrutura é envolta em brocado Nishijin, um tecido tradicional de Kyoto, que tem uma história de 1.500 anos. Este material, utilizado em produtos de luxo como quimonos, cobre mais de 3.500 metros quadrados da edificação, estabelecendo um recorde mundial.
Takamatsu destaca que o uso do brocado representa uma conexão entre o passado e o futuro. Ele afirma que a arquitetura deve “valorizar a história e as tradições, enquanto propõe um futuro baseado nelas.” A escolha do tecido, embora desafiadora devido à sua vulnerabilidade a intempéries, foi aprimorada com camadas de proteção para garantir durabilidade.
Inovação e Tradição
A empresa HOSOO, responsável pela confecção do brocado, enfrentou desafios técnicos para adaptar o tecido à arquitetura. O presidente da empresa, Masataka Hosoo, comentou sobre a necessidade de inovação para atender à demanda moderna. O uso de um novo tear permitiu a produção de tecidos mais largos, expandindo as possibilidades de aplicação.
O pavilhão será uma das principais atrações da Expo, que ocorrerá até 13 de outubro de 2025. Takamatsu espera que, independentemente do futuro do pavilhão, as ideias apresentadas inspirem novas gerações de arquitetos. Ele conclui que a arquitetura deve criar um futuro que “soa como uma sinfonia,” refletindo a harmonia entre inovação e tradição.
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