Uma campanha online está destacando artefatos zambianos, como uma caixa de ferramentas e capas de couro, que revelam sistemas de escrita e o papel das mulheres na cultura pré-colonial. A iniciativa é promovida pelo Museu Virtual da História das Mulheres da Zâmbia, fundado por Samba Yonga. Yonga afirma que a narrativa histórica frequentemente ignora as […]
Uma campanha online está destacando artefatos zambianos, como uma caixa de ferramentas e capas de couro, que revelam sistemas de escrita e o papel das mulheres na cultura pré-colonial. A iniciativa é promovida pelo Museu Virtual da História das Mulheres da Zâmbia, fundado por Samba Yonga.
Yonga afirma que a narrativa histórica frequentemente ignora as contribuições africanas, especialmente das mulheres. “Crescemos ouvindo que os africanos não sabiam ler e escrever,” diz. A campanha visa reviver legados culturais quase apagados pelo colonialismo. Entre os objetos, destaca-se uma capa de couro decorada, que não era vista na Zâmbia há mais de um século.
A coleção, que inclui cinquenta itens, foi postada nas redes sociais com informações sobre seu significado. Os artefatos mostram que as mulheres estavam no centro das crenças e práticas sociais. “Nosso relacionamento com o patrimônio cultural foi interrompido pela experiência colonial,” afirma Yonga.
A pesquisa começou em 2019, quando Yonga conheceu o curador Michael Barrett, que revelou a existência de muitos artefatos zambianos em um museu sueco. Cerca de 650 objetos culturais zambianos estão armazenados na Suécia, coletados por exploradores e etnógrafos entre os séculos dezenove e vinte.
Um dos destaques é o sistema de escrita Sona, utilizado por comunidades como os Chokwe e Luvale. Este sistema, que envolve padrões geométricos, foi tradicionalmente ensinado por mulheres. “Sona tem sido um dos posts mais populares,” diz Yonga, referindo-se ao interesse gerado nas redes sociais.
A campanha busca não apenas resgatar a história, mas também conectar as pessoas com suas raízes culturais. O Museu da História das Mulheres da Zâmbia, criado em dois mil e dezesseis, está em uma *caça ao tesouro* para documentar e arquivar as histórias e conhecimentos indígenas.
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