- O espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, dirigido por Beth Goulart, está em cartaz no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, até 31 de agosto de 2025.
- A peça, que estreou em 2009, celebra a obra da escritora Clarice Lispector com um monólogo que inclui entrevistas, correspondências e trechos de seus livros.
- Goulart destaca a complexidade da escrita de Lispector, utilizando o estilo do “fluxo de consciência”.
- O espetáculo busca conectar o legado de Lispector com questões contemporâneas, promovendo reflexões sobre a condição humana.
- Após a apresentação, Goulart convida o público a refletir sobre a importância da arte e da literatura nos dias atuais.
Beth Goulart apresenta “Simplesmente eu, Clarice Lispector” no Teatro Fashion Mall
O espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, idealizado e dirigido por Beth Goulart, está em cartaz no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, até 31 de agosto de 2025. A peça, que estreou em 2009, celebra a obra da renomada escritora brasileira Clarice Lispector com uma abordagem acessível e reflexiva.
Goulart, uma das maiores atrizes do Brasil, traz para o palco um monólogo que combina entrevistas, correspondências e trechos dos livros “Perto do Coração Selvagem” e “Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres”. O espetáculo também inclui contos como “Amor” e “Perdoando Deus”. A paixão de Goulart pela obra de Lispector é evidente, refletindo a complexidade e a profundidade da escritora.
A conexão com Clarice Lispector
Clarice, nascida na Ucrânia em 1920, mudou-se para o Brasil aos dois meses de idade. Sua trajetória, marcada por uma infância no Recife e uma mudança para o Rio de Janeiro aos 12 anos, influenciou sua escrita. Goulart destaca que Lispector se via como brasileira, apesar de seu sotaque peculiar, que gerou muitos mitos ao longo dos anos. A atriz menciona que a escritora tinha “língua presa”, o que contribuía para essa percepção.
O espetáculo não se limita a uma análise acadêmica, mas busca trazer à tona questões universais que ressoam com o público contemporâneo. Goulart, ao interpretar Lispector, provoca reflexões sobre a condição humana, utilizando o estilo literário do “fluxo de consciência”, que dialoga com a obra de Virginia Woolf.
Reflexões contemporâneas
Após os aplausos, Goulart convida o público a refletir sobre a relevância da arte e da literatura nos dias atuais. O espetáculo se torna um espaço de diálogo entre o legado de Lispector e os desafios contemporâneos, reafirmando a importância da expressão artística em tempos de incerteza.
Assim, “Simplesmente eu, Clarice Lispector” se destaca como uma homenagem à escritora e uma celebração da arte, reafirmando a conexão entre passado e presente.
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