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Livro oferece novas perspectivas sobre as razões do surgimento do Cubismo

Revisita o cubismo inicial: Braque, Picasso e Gris reinventaram a realidade diante da imagem mecânica e do naturalismo.

Cubism reconsidered: Juan Gris’s *Man in a Café* (1912)
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  • O livro Cubism and Reality, de Christopher Green, defende que o objetivo dos protagonistas do cubismo foi reinventar a realidade, não abandonar a figuração.
  • A obra foca nos anos que antecedem a Primeira Guerra Mundial, destacando Braque, Picasso e Gris e a maneira como suas interações com a realidade geraram obras materiais.
  • Green contrapõe a ideia do cubismo como prelúdio à abstração, argumentando que o movimento permaneceu uma resposta consciente à experiência de ver o mundo.
  • O volume analisa ainda o papel da imagem produzida em massa e de recursos como colagem e papel impresso, evidenciando comparações com a gravitação da cultura visual da época.
  • Cubism and Reality será publicado em de setembro de 2025 pela Bloomsbury Visual Arts, com 288 páginas, 104 ilustrações coloridas, ao preço de £90 (capa dura) ou £28,99 (papel).

O livro Cubism and Reality, de Christopher Green, propõe uma leitura nova sobre as origens do Cubismo. O autor defende que o objetivo dos protagonistas foi reinventar a realidade. A obra chega às livrarias em 18 de setembro de 2025, pela Bloomsbury Visual Arts.

Green revisita Braque, Picasso e Gris nos anos que antecedem a Primeira Guerra Mundial. O foco é a maneira como suas obras dialogam com a realidade e com a percepção do observador. Segundo o autor, o Cubismo permanece uma resposta deliberada à experiência cotidiana de ver o mundo.

A pesquisa relaciona as imagens produzidas em massa com a construção cubista. O estudo contrapõe a reprodução mecânica de imagens a como o Cubismo evidencia a ilusão por trás do naturalismo pictórico. O livro conta com 288 páginas e 104 ilustrações coloridas.

Mass-produced imagery

A obra abre e fecha com referências a Roy Lichtenstein e Francis Picabia para contextualizar a ubiquidade de imagens produzidas em massa. Green discute como a fotografia e o cinema influenciaram o papel da pintura na representação da realidade.

O autor aborda ainda a cadeia de interlocutores da época, desde o marchand Daniel-Henry Kahnweiler até Carl Einstein e Maurice Merleau-Ponty. A leitura questiona visões que colocam o Cubismo como mero prelúdio da abstração.

Playing with reality

Ao tratar da introdução do collage, Green analisa como os elementos impressos romperam com a tradição do naturalismo. O estudo destaca a atitude de Braque, que buscava descredibilizar a ideia de que a pintura reproduz fielmente a aparência das coisas.

Green utiliza pesquisas recentes sobre trompe l’œil para explicar como o Cubismo expunha a ilusão presente na tradição pictórica. O livro enfatiza a visão de Braque sobre a pintura como processo indefinível, que se aproxima da indefinição.

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