- A escultura erótica em Gauguin, Te Fare Amu, será restaurada para expor a imagem e a paleta de cores originais, removendo a sobrepintura posterior.
- O painel em madeira policromada, inscrito em tahitiano, foi prometido como doação ao Brooklyn Museum, em Nova York, vindo da coleção Pearlman.
- A peça já foi pintada de verde para esconder genitais vermelhos e facilitar sua importação aos Estados Unidos na década de cinquenta.
- A obra ficou exposta no Lacma (Los Angeles) entre fevereiro e 5 de julho, antes de seguir para Brooklyn em outubro, para uma mostra itinerante da coleção Pearlman.
- Conservadores do Brooklyn vão avaliar a remoção da sobrepintura com as técnicas mais recentes, após a exposição, para revelar a imagem original de Gauguin.
An sculpture de Gauguin, Te Fare Amu, será revelada em sua peça original após recebimento de uma doação ao Brooklyn Museum, em Nova York. A obra em madeira policromada ficou parcialmente coberta por nova pintura para facilitar a importação aos EUA na década de 1950.
A peça mostra uma mulher nua com genitais vermelhos, cobertos por pintura verde. O colecionador Henry Pearlman comprou a obra em Paris, em 1954, e pintou a área genital de verde para evitar apreensão pela alfândega americana, segundo seus relatos.
O conjunto inscreve Te Fare Amu, em Tahitiano, com o significado geralmente traduzido como casa do comer. Pearlman chamava a peça de The House of Joy, associando-a a imagens consideradas sensuais pelo colecionador.
Doação e próximos passos
Até então, Te Fare Amu pertencia à fundação da família Pearlman e integra a promissória doação a três museus norte‑americanos: Lacma, MoMA e Brooklyn. O Brooklyn receberá 29 obras, incluindo a peça, com a doação confirmada para outubro.
A obra foi exposta recentemente no Lacma, na mostra Village Square, até 5 de julho. Em seguida, é esperado o retorno à Brooklyn para a abertura de uma mostra itinerante da coleção Pearlman, prevista para 2 de outubro.
Conservação e avaliação
Ao ser adquirida pelo Brooklyn Museum, a remoção da sobrepintura passará por nova avaliação, diante de técnicas modernas de conservação. A instituição afirmou que a equipe de conservação analisará a possibilidade de restauração da imagem original.
Acredita-se que a madeira de sequoia e o formato pouco profundo do relevo contribuíram para o debate sobre se a obra é pintura ou escultura. Com o tempo, o debate sobre o autor e o contexto ganhou novas perspectivas entre conservadores.
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