- Mais de mil cineastas e profissionais de TV assinaram uma carta aberta contrária à aquisição entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery, apoiada por nomes como Joaquin Phoenix, Emma Thompson e Javier Bardem.
- O acordo, avaliado em cerca de $111 bilhões, consolidaria dois dos maiores estúdios de Hollywood e reduziria o número de grandes estúdios nos EUA para quatro.
- Os signatários argumentam que a fusão colocaria interesses de um grupo restrito acima do público, prejudicando integridade, independência e diversidade da indústria.
- A Paramount respondeu dizendo entender as preocupações e destacando o compromisso com criatividade, competição e investimentos em storytelling, mesmo diante de disrupturas do setor.
- A operação ainda precisa ser aprovada por acionistas e reguladores, com membros do público e autoridades estaduais, como o procurador-geral da Califórnia, acompanhando o processo e avaliando medidas legais para bloquear a fusão.
Mais de 1.000 artistas de cinema e televisão e criativos assinaram uma carta aberta contrária à aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. A mobilização envolve nomes como Joaquin Phoenix, Emma Thompson e Javier Bardem, entre outros.”
A proposta de negócio, estimada em cerca de 111 bilhões de dólares, ficou anunciada após a Paramount Skydance fechar acordo com a Warner Bros. Discovery no fim de fevereiro, após a retirada da oferta da Netflix. A aliança pode reduzir o número de grandes estúdios nos EUA.
A carta sustenta que a fusão concentraria ainda mais o mercado, prejudicando a diversidade, a independência criativa e a competição. A preocupação é com impactos negativos para empregos e com a disponibilidade de conteúdos para o público.
Quem assina e o que dizem
Entre os signatários estão nomes como Jane Fonda, Bryan Cranston, Laura Poitras, David Fincher e Denis Villeneuve. O texto afirma que a consolidação favoreceria um grupo restrito de grandes acionistas, em detrimento do interesse público.
Resposta e próximos passos
A Paramount reagiu, afirmando entender as preocupações da comunidade criativa e destacando a necessidade de empresas fortes para financiar a storytelling. A companhia cita ampliar a produção e manter marcas icônicas com liderança independente.
A transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas e pela regulamentação governamental. Autoridades estaduais, incluindo o Procurador Geral da Califórnia, Rob Bonta, avaliam a possibilidade de medidas legais para bloquear a operação.
Contexto do debate
A discussão ocorre em meio a críticas à concentração de mídia e à possível redução de oportunidades para criadores, além de impactos no ecossistema de produção. Especialistas ressaltam que a aprovação depende de fatores regulatórios e de competição.
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