- O filme, dirigido por Sofía Petersen, acompanha Olivia, que vive com o pai viúvo em uma cabana nos arredores de Tierra del Fuego.
- É uma obra lenta, com composições em 16 mm e foco constante em objetos simples, buscando explorar o significado da tristeza.
- O pai sai todo dia para o abatedouro; Olivia parte à procura dele, perambulando pelo local de forma quase fantasmagórica.
- No abatedouro, Olivia encontra Mari, com quem surge um laço de afeto que pode representar amizade, vínculo romântico ou figura materna.
- Olivia chega aos cinemas do Reino Unido em 24 de abril.
A direção uruguaia? Não, argentina. Sofía Petersen apresenta Olivia, um filme sobre solidão e luto rodado em Tierra del Fuego, com estreia prevista no Brasil de modo mais amplo após passagem no Locarno. A obra aposta no cinema lento para explorar sentimentos difíceis.
O papel principal fica por Tina Sconochini, que interpreta Olivia, moradora de uma cabana estreita ao pé das montanhas. Seu pai, um viúvo idoso, é vivido por Dario del Carmen Haro Santana, ator não profissional. A rotina diária envolve colecionar insetos presos em cartões.
O enredo acompanha o sumiço do pai e a busca de Olivia, que percorre sozinho o abatedouro local. Os funcionários, interpretados por trabalhadores reais, incentivam Olivia a aceitar o passado. Entre a solidão e a presença de Mari, Olivia encontra uma relação complexa.
A produção utiliza filmagem em 16 mm, com close-ups cadenciados de objetos simples como colheres e mostradores de relógio. O tom é de austeridade e de um luto que se estende ao longo de uma paisagem árida, quase ritualística.
Elenco e produção
- Elenco: Tina Sconochini; Dario del Carmen Haro Santana; Carolina Tejeda como Mari.
- Locação e formato: Tierra del Fuego; filmagem em 16 mm.
- Premiação e estreia: bem recebida em Locarno no ano anterior; chega aos cinemas do Reino Unido em 24 de abril.
Recepção e contexto
O filme é apresentado como uma fábula pictórica de perda, com foco na compreensão do luto. Crítico descreve a obra como extensa e inerte, ainda que a premissa de cinema lento tenha sido defendida pela diretora.
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