- Sergio Leo lança hoje o livro Corpos estranhos, às 18h30, no Beirute, em 109 Sul.
- A obra reúne contos grotescos que vão de situações do cotidiano, como uma partida de futebol, a cenas esdrúxulas, como um homem de sete dedos em cada pé.
- Cada conto narra duas histórias, segundo o escritor e o crítico Ricardo Piglia, explorando privacidade, acaso e redes sociais.
- O tema central são os relacionamentos, vistos pela perspectiva da corporeidade; o tom é levemente pessimista.
- O livro, de 101 páginas pela editora Patuá, faz homenagens a Waly Salomão e Lima Barreto, com influências de Kafka, Tchekhov, Machado de Assis, Borges e César Aira.
O escritor Sergio Leo lança nesta terça-feira o livro Corpos estranhos. A obra reúne contos que transitam entre situações cotidianas, como uma partida de futebol, e situações surreais, como a descrição de um homem com sete dedos em cada pé em busca de uma bota para a guerra. O lançamento acontece às 18h30 no Beirute, localizado no 109 Sul.
O livro, pela editora Patuá, tem 101 páginas. Segundo Leo, os contos costumam revelar duas histórias em cada relato, uma ideia inicial e um desdobramento que extrapola a superfície do texto. A privacidade de casais, o acaso e as redes sociais aparecem como temas recorrentes ao longo da obra.
Para o autor, a corporeidade é o eixo da narrativa. Ele enfatiza que, antes de questões políticas ou sociais, o foco está no corpo humano e em como esse corpo revela atitudes. A obra também dialoga com autores como Kafka, Tchekhov, Machado de Assis, Borges e César Aira, segundo o próprio Leo, que busca romper clichês formais da escrita.
Lançamento e temas centrais
A obra foi escrita após o último livro de contos, de 2008, que rendeu o Prêmio Sesc de Literatura. Leo afirma que o fio condutor é a observação das relações humanas e a forma como elas moldam comportamentos.
Influências e método de escrita
O autor cita referências diretas a Waly Salomão e Lima Barreto, além de buscar uma montagem formal em que a forma não é apenas embalagem, mas parte do conteúdo. A obra propõe uma linguagem precisa e irônica, mantendo um tom neutro e objetivo.
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