As consultorias enfrentam um cenário desafiador com o avanço da inteligência artificial (IA), que promete realizar tarefas complexas de forma rápida e eficiente. Recentemente, um palestrante provocou a audiência ao afirmar que “as consultorias estão mortas”, argumentando que empresas perceberão que pagam milhões por serviços que a IA pode executar em segundos. Contudo, o valor das consultorias reside na confiança e na personalização que oferecem.
Embora a IA traga eficiência, ela não consegue substituir a dedicação e o entendimento humano que um consultor proporciona. A solidão e a busca por significado são motivações principais para o uso da IA, conforme um estudo da Harvard Business Review, que revela que muitos a utilizam para aliviar a solidão, não necessariamente para aumentar a produtividade.
A discussão sobre o futuro do trabalho e as profissões ameaçadas pela IA é cada vez mais relevante. Profissionais de marketing, por exemplo, reconhecem que o valor não está apenas no produto final, mas em elementos imateriais que o cercam. A escassez e a exclusividade são fatores que elevam o valor de serviços personalizados, como os oferecidos por consultores, médicos e assessores financeiros.
Além disso, a implementação de IA nas empresas ainda não resultou em ganhos substanciais de produtividade, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional. No entanto, as consultorias têm se beneficiado, utilizando a tecnologia para otimizar seus serviços e oferecer soluções mais eficazes. O futuro das consultorias pode depender de sua capacidade de se reposicionar e de continuar a oferecer valor que a IA não pode replicar.
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