O Santo Sudário, venerado como relíquia religiosa, passou por uma investigação genética realizada pela Universidade de Padova, na Itália. A pesquisa analisou fios de linho usados na peça, com o objetivo de entender sua origem e histórico de manuseio.
Os resultados indicam traços genéticos de povos do Oriente Médio e da Índia, além de DNA de plantas originárias do Novo Mundo. A presença dessas informações sugere uma trajetória de intercâmbio cultural e manipulação ao longo de séculos, sem confirmar a identidade genética do indivíduo original.
Os fios estudados foram retirados em 1978, o que complica a identificação genética direta. A equipe ressalta que a mistura de origens reflete múltiplas etapas de passagem do sudário por diferentes culturas e mercados ao longo do tempo.
Metodologia e principais achados
Segundo o coordenador da pesquisa, Dr. Marco Bianchini, a análise aponta para uma trajetória que envolve várias mãos e contextos históricos. O estudo também levanta hipóteses sobre trocas entre Américas e Europa antes do contato formal entre os continentes.
A pesquisa reforça o papel do sudário como símbolo de fé e de história, além de abrir caminhos para novos estudos genéticos e arqueológicos relacionados a relíquias religiosas. Os resultados devem ser avaliados por especialistas de áreas afins.
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