Rodrigo Dias de Souza, diácono permanente da Diocese de Ilhéus, lançou no ano passado o livro O Sabor das Coisas que Ficam, pela Editora Nocego. A obra aborda o luto como aprendizado, especialmente durante a pandemia de Covid-19, e já teve edições em espanhol e italiano.
A narrativa combina espiritualidade e afeto para explorar perdas diversas, não apenas de pessoas queridas, mas também de pequenas coisas do dia a dia. O autor afirma que a pandemia abriu espaço para refletir sobre lutos que não se vivenciaram plenamente, além dos relatos de perdas pessoais.
O livro utiliza cenários como a romaria em Bom Jesus da Lapa, no sertão baiano, viagens a Roma e aos rios da Itália, além de Belém, para contar histórias de pessoas comuns diante do luto. Este é o primeiro romance de Dias de Souza; o anterior é um livro de cartas sobre a rapidez acelerada pela tecnologia.
Ele diz que a escrita nasce da experiência cotidiana, das pequenas coisas que marcam a vida. Em Em tempos de e-mail: Cartas para Irene, o autor aborda a urgência de observar a vida cotidiana e os detalhes que, segundo ele, podem mudar destinos.
Poesia do cotidiano
Em 12 de maio, Dias de Souza participou de um encontro sobre poesia lusófona promovido pela Biblioteca Gulbenkian, em Paris, ao lado de poetas de Portugal e Brasil. O objetivo foi aproximar autores de língua portuguesa de leitores e destacar a poesia do cotidiano, segundo o diácono. Ele considerou o evento importante para ampliar contatos e valorizar a poesia simples do cotidiano.
Entre na conversa da comunidade