O historiador e antropólogo israelense Ariel Horovitz afirma que a leitura da Bíblia fica incompleta sem o contexto histórico do povo judeu. A afirmação foi feita durante entrevista ao Guiame, publicada recentemente. Ele ressalta a importância de estudar história e arqueologia para compreender as Escrituras.
Horovitz, diretor da Moriah International Center, diz que há pouca disseminação dessa área de estudo. Segundo ele, muitos que entendem a Bíblia não dominam cronologia, geografia ou os achados arqueológicos que renovam a leitura bíblica.
Ele reforça que cristãos e não cristãos devem enxergar a Bíblia no contexto em que foi escrita. A falta desse olhar pode levar a interpretações superficiais e falhas na compreensão do texto, afirma.
Raízes judaicas do cristianismo
Para ilustrar, o historiador cita que a leitura bíblica se aprofunda ao considerar práticas e inscrições judaicas. Ele destaca que ver objetos originais, como moedas do Templo, amplia a compreensão das passagens.
Horovitz afirma que muitos leitores ainda perguntam por que Jesus realizou milagres dentro de um marco judaico específico. O estudo histórico ajuda a entender thelêmera dos símbolos e rituais da época.
Ele também comenta que a leitura conforme o século 21 pode distorcer o sentido de passagens-chave, como o milagre de Caná, que depende de tradições do judaísmo e do contexto matrimonial da época.
Avanços arqueológicos
Sobre as descobertas, o especialista menciona um artefato de 2.200 anos com inscrição visível apenas por infravermelho. Aplicar a arqueologia revela conexões entre textos sagrados e objetos materiais.
A Moriah International Center, criada há 15 anos em Jerusalém, promove viagens com foco em história, sociologia, arqueologia e ciência bíblicos. A orientação é de historiadores e arqueólogos.
Horovitz destaca que visitas ao santuário do Livro e aos Manuscritos do Mar Morto proporcionam compreensão aprofundada, com guias especializados e curadores dos manuscritos.
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