O papa Francisco anunciou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti, um missionário italiano assassinado no Brasil em 2001. Esse reconhecimento aconteceu 22 anos após sua morte e destaca seu martírio e dedicação à justiça social. Lanciotti, nascido em Roma em 1940, trabalhou por três décadas na região de Jauru, no Mato Grosso, onde fundou uma paróquia e várias comunidades, além de uma escola e uma casa de repouso para crianças. Ele ficou conhecido por denunciar a exploração de menores e o tráfico de drogas, o que o tornou alvo de ameaças. O padre foi assassinado em 11 de fevereiro de 2001, após um assalto, e faleceu dias depois no hospital. O processo de beatificação é o primeiro passo para a canonização, que requer a comprovação de dois milagres.
O papa Francisco proclamou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano assassinado no Brasil em 2001. O reconhecimento ocorreu após 22 anos de sua morte, destacando seu martírio e compromisso com a justiça social.
Nascido em Roma, em 3 de março de 1940, o padre Lanciotti dedicou três décadas ao trabalho missionário na região de Jauru, no Mato Grosso, fronteiriça com a Bolívia. Ele chegou ao país em 1971, através da Operação Mato Grosso, movimento de voluntariado.
O religioso fundou a paróquia Nossa Senhora do Pilar em 1974 e criou cinquenta e sete comunidades eclesiais rurais. Além disso, construiu uma casa de repouso e uma escola que oferecia alimentação para crianças, conforme informações do Vatican News.
Lanciotti se destacou por denunciar a exploração de menores, esquemas de prostituição e o tráfico de drogas na região. A Arquidiocese de Cuiabá ressalta que, por conta disso, ele se tornou alvo de perseguições e ameaças de grupos com interesses escusos.
Na noite de 11 de fevereiro de 2001, o padre foi assassinado com um tiro no pescoço, após o jantar com colaboradores. Segundo relatos da polícia, os criminosos buscavam dinheiro, mas o religioso disse não possuir. Um dos assaltantes teria afirmado que ele “incomodava gente poderosa” antes de disparar.
A investigação do caso nunca chegou a uma conclusão. O padre foi levado para um hospital em Cuiabá, mas faleceu em 22 de fevereiro, aos 61 anos. O processo de beatificação é a primeira etapa para a canonização, que exige a comprovação de dois milagres por intercessão do religioso.
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