Milhares de cristãos participaram da cerimônia do Fogo Santo na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, no sábado antes da Páscoa. Essa tradição, que existe há mais de 1.200 anos, celebra a crença de que uma luz milagrosa aparece no local onde Jesus foi crucificado e sepultado. Este ano, a cerimônia teve um forte esquema de segurança e contou com menos fiéis, devido ao conflito entre Israel e Hamas. A segurança foi aumentada após um incidente em 1834, que resultou na morte de 400 peregrinos. O patriarca grego acendeu duas velas no Edículo Sagrado e a chama foi passada de vela em vela, iluminando a basílica. A chama será enviada para comunidades ortodoxas em outros países. Nos últimos anos, as autoridades israelenses tentaram limitar o número de participantes, o que gerou protestos de líderes religiosos. A polícia deteve um homem e houve confrontos com mulheres que foram impedidas de entrar na igreja. Adeeb Joude, chaveiro do Santo Sepulcro, lamentou a baixa presença de fiéis, afirmando que havia mais policiais do que peregrinos. Jerusalém Oriental foi capturada por Israel em 1967 e é reivindicada pelos palestinos como a capital de seu futuro Estado, o que gera tensões na região.
Cerimônia do Fogo Santo em Jerusalém ocorre sob forte esquema de segurança
Milhares de cristãos se reuniram na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para a tradicional cerimônia do Fogo Santo, realizada no sábado anterior à Páscoa. A celebração, com mais de 1.200 anos de história, marca a crença de que uma luz milagrosa surge no local onde Jesus foi crucificado e sepultado.
A cerimônia deste ano foi marcada por aumento significativo da presença policial e menor participação de fiéis, em decorrência do conflito entre Israel e Hamas. A segurança foi reforçada após um incidente em 1834, quando uma corrida em pânico resultou na morte de 400 peregrinos.
O patriarca grego entrou no Edículo Sagrado, em meio à escuridão, e emergiu com duas velas acesas. A chama foi então transmitida de vela em vela, iluminando a rotunda da basílica do século XII. A chama será levada para comunidades ortodoxas em outros países em voos especiais.
Autoridades israelenses buscaram limitar o número de participantes nos últimos anos, justificando a medida por questões de segurança. A decisão gerou protestos de líderes religiosos, que acusaram Israel de desrespeitar o *status quo* nos locais sagrados de Jerusalém.
A polícia deteve um homem e houve confrontos com mulheres impedidas de entrar no pátio da igreja. Adeeb Joude, chaveiro do Santo Sepulcro, lamentou a menor presença de fiéis devido à guerra de 18 meses entre Israel e Hamas. “O número de policiais é maior que o de peregrinos”, afirmou.
Israel capturou Jerusalém Oriental, incluindo a Cidade Velha, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a área, em uma medida não reconhecida internacionalmente. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado. A região tem um histórico de tensões entre israelenses e palestinos, além de conflitos entre diferentes grupos religiosos.
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