A cerimônia de fechamento do caixão do papa Francisco será realizada na Basílica de São Pedro nesta sexta-feira, às 20h, mas o caixão será fechado às 15h, que é a Hora da Misericórdia, um momento importante para os católicos. Essa hora simboliza a morte de Jesus e é um tempo de oração e reflexão. O padre Sérgio de Almeida Gonçalves sugere que os fiéis incorporem essa prática em suas vidas para se sentirem mais próximos de Cristo. A devoção à Hora da Misericórdia foi promovida por Santa Faustina Kowalska e reconhecida por São João Paulo II como uma forma de se conectar com o divino e encontrar paz espiritual.
A cerimônia de fechamento do caixão do papa Francisco ocorrerá nesta sexta-feira (25) na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. O rito está marcado para as 20h no horário local, mas um detalhe significativo chamou a atenção dos fiéis brasileiros: o caixão será fechado às 15h, coincidindo com a Hora da Misericórdia.
Esse horário é considerado um momento especial na devoção católica, simbolizando a hora da morte de Jesus na cruz. A passagem bíblica em Marcos 15:33-34 descreve a agonia de Cristo, que exclamou: “Eloi, Eloi, lama sabachthani?”, traduzido como “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. A Hora da Misericórdia é um momento em que os católicos se colocam em oração, pedindo misericórdia para si e para o mundo.
De acordo com a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia, essa hora é um convite à reflexão e à oração. O padre Sérgio de Almeida Gonçalves, da Paróquia Santa Luzia em Manaus, destaca que essa prática pode ser incorporada à rotina dos fiéis, promovendo um estado de serenidade e proximidade com Cristo.
A tradição da Hora da Misericórdia foi amplamente divulgada por Santa Faustina Kowalska, uma santa polonesa. O padre José Roberto Abreu de Mattos, pároco da Basílica Menor de Sant’Ana, ressalta que essa devoção é uma forma de se conectar com a realidade divina, proporcionando bem-estar espiritual. A prática foi confirmada pelo papa São João Paulo II, que reconheceu a importância dos ensinamentos de Santa Faustina.
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