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Estudo revela que crença em karma promove viés de autojustificação e punição alheia

Estudo revela que as pessoas acreditam que merecem recompensas por boas ações, enquanto veem punições como justas para os outros.

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Um estudo da APA mostrou que as pessoas costumam acreditar que merecem recompensas por suas boas ações, enquanto veem os outros como merecedores de punições. A pesquisa envolveu mais de 2.000 pessoas de diferentes origens religiosas e não religiosas. Quando falavam sobre si mesmas, 59% relataram ter sido recompensadas por suas boas ações, enquanto 92% acreditavam que pessoas que agiram mal enfrentaram consequências negativas. Essa visão é chamada de viés de atribuição, que ajuda as pessoas a se sentirem bem consigo mesmas, mas pode levar a erros ao não reconhecer o papel dos outros em suas vidas. A crença de que o sofrimento alheio é uma forma de punição também ajuda a dar sentido à aleatoriedade da vida. O conceito de karma, que vem de tradições religiosas asiáticas, foi analisado em diferentes culturas, revelando que participantes da Índia e de Cingapura mostraram menos viés em relação a si mesmos do que os ocidentais. A pesquisa sugere que essas crenças podem influenciar decisões e atitudes em relação a grupos sociais, refletindo preconceitos que podem afetar a forma como as pessoas tratam os outros.

Um estudo recente da American Psychological Association (APA) revelou que as pessoas tendem a ver suas boas ações como merecedoras de recompensas, enquanto acreditam que os outros merecem punições. A pesquisa, publicada em 1º de maio, envolveu mais de 2 mil participantes de diversas origens religiosas e não religiosas.

Os pesquisadores pediram que os participantes compartilhassem experiências relacionadas ao karma, a crença de que boas ações são recompensadas e más ações punidas. Cinquenta e nove por cento dos relatos sobre experiências pessoais mencionaram recompensas por boas ações, enquanto noventa e dois por cento das histórias sobre outras pessoas relataram punições, como infortúnios enfrentados por parceiros desonestos e colegas de trabalho ruins.

A autora do estudo, Cindel White, professora assistente na Universidade de York, destacou que essa visão permite que as pessoas se sintam orgulhosas de suas conquistas, mesmo sem clareza sobre suas causas. Além disso, a crença na punição de outros ajuda a justificar o sofrimento alheio como uma forma de retribuição.

Diferenças Culturais

O estudo também observou variações culturais nas percepções sobre karma. Participantes da Índia e Cingapura mostraram menos viés de autoafirmação em comparação com os ocidentais, que frequentemente se veem de forma exageradamente positiva. White afirmou que, apesar das diferenças, todos os grupos tendem a acreditar que os outros enfrentam punições karmicas enquanto recebem recompensas.

Implicações e Futuras Pesquisas

A pesquisa sugere que essas crenças podem influenciar decisões e políticas sociais. Patrick Heck, psicólogo de pesquisa, comentou que a tendência de atribuir recompensas a si mesmo e punições aos outros pode afetar a forma como grupos sociais são tratados. Yudit Jung, professora adjunta de psicologia, acrescentou que essas visões podem ser uma defesa psicológica, originando-se de experiências da infância.

White planeja investigar como essas crenças sobre karma impactam a tomada de decisões no futuro, destacando a complexidade entre crenças religiosas e comportamentos cotidianos.

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