O papa Francisco mudou a forma como a Igreja Católica vê a teologia da libertação, que antes era rejeitada por seus antecessores, como João Paulo II e Bento XVI. Ele começou a dialogar com teólogos dessa corrente e levantou sanções contra figuras como Miguel d’Escoto e Ernesto Cardenal, que haviam sido punidos anteriormente. Francisco também incorporou ideias da teologia da libertação em suas encíclicas, enfatizando a importância de cuidar dos pobres. Ele se reuniu com Gustavo Gutiérrez, um dos principais teólogos da libertação, e fez críticas ao neoliberalismo, algo que não era comum em papas anteriores. Além disso, Francisco promoveu a beatificação de Óscar Romero, um defensor dos direitos humanos, e trabalhou com Leonardo Boff, que também havia sido sancionado. Ele se envolveu com movimentos sociais e comunidades marginalizadas, defendendo direitos como trabalho, moradia e terra. A abordagem de Francisco se alinha com várias teologias decoloniais, mas ainda falta retirar as sanções contra teólogos contemporâneos, especialmente aqueles que defendem a teologia da libertação e a teologia feminista.
O papa Francisco tem promovido uma mudança significativa na relação da Igreja Católica com a teologia da libertação, que foi condenada por seus antecessores, João Paulo II e Bento XVI. Desde o início de seu pontificado, Francisco adotou uma postura de diálogo com teólogos dessa corrente, como Gustavo Gutiérrez, reconhecendo a importância da opção pelos pobres.
Francisco levantou sanções contra figuras como Miguel d’Escoto e Ernesto Cardenal, que haviam sido censurados anteriormente. O papa também incorporou elementos da teologia da libertação em suas encíclicas, como a *Laudato Si’*, onde critica o capitalismo e defende a justiça social. Em 2013, o *L’Osservatore Romano* destacou a teologia da libertação, sinalizando uma nova fase de aproximação entre o Vaticano e essa corrente teológica.
O papa tem se reunido com movimentos populares e comunidades indígenas, enfatizando a necessidade de atender às demandas por trabalho, teto e terra. Ele também se inspirou na cosmovisão quechua do *sumak kawsay* (bom viver) em sua proposta de uma Igreja mais inclusiva e solidária. A mudança de postura de Francisco reflete um reconhecimento das teologias decoloniais que emergem no Sul Global, abordando questões de justiça social e ambiental.
Apesar dos avanços, críticos apontam que o papa ainda não retirou todas as sanções contra teólogos contemporâneos. A expectativa é que essa abertura se amplie, permitindo um diálogo mais profundo e inclusivo dentro da Igreja.
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