O cardeal holandês Willem Eijk, arcebispo de Utrecht, é um dos candidatos a suceder o papa Francisco. Ele tem formação em medicina e é conhecido por suas opiniões conservadoras. Durante a pandemia de Covid-19, Eijk defendeu a vacinação como uma obrigação moral. Ele se opõe à bênção de casais do mesmo sexo e à comunhão para divorciados, além de criticar a diversidade sexual e de gênero, considerando-a uma ameaça ao casamento tradicional. Eijk acredita que a discussão sobre esses temas é influenciada por um “feminismo radical”. Apesar de suas opiniões conservadoras, ele também defende os direitos dos refugiados, especialmente os cristãos perseguidos. Eijk é fluente em italiano e inglês e sua possível escolha como papa poderia representar um vínculo entre a ciência e a Igreja em um mundo cada vez mais tecnológico.
O cardeal holandês Willem Eijk, arcebispo de Utrecht, é um dos principais candidatos a suceder o papa Francisco. Com formação em medicina e uma trajetória marcada por posições conservadoras, Eijk se destaca por sua defesa da vacinação durante a pandemia de Covid-19, a qual considera uma obrigação moral.
Eijk, de setenta e um anos, formou-se em medicina na Universidade de Amsterdã em mil novecentos e setenta e oito e atuou como médico antes de ser ordenado padre em mil novecentos e oitenta e cinco. Ele se especializou em ética médica e possui um doutorado sobre eutanásia. Em sua carreira eclesiástica, foi cofundador de uma associação de ética médica e editou um manual sobre o tema.
Posições Conservadoras
O cardeal é amplamente reconhecido por suas opiniões conservadoras, incluindo a oposição à bênção de casais do mesmo sexo e à comunhão para divorciados. Eijk critica a diversidade sexual e de gênero, considerando-a uma ameaça ao casamento tradicional e à família. Ele acredita que o debate sobre esses temas é influenciado por um “feminismo radical”.
Eijk também se manifestou contra a eutanásia, descrevendo-a como um pecado. Em dois mil e vinte, ele criticou a decisão da Suprema Corte da Holanda que permitiu a eutanásia para pessoas com demência avançada, questionando a validade do consentimento.
Defesa dos Refugiados e Vacinação
Apesar de suas posições conservadoras, Eijk compartilha com Francisco a defesa dos direitos dos refugiados, especialmente cristãos que enfrentam intolerância religiosa. Ele enfatiza que os migrantes devem cumprir obrigações nos novos países. Durante a pandemia, Eijk foi um defensor ativo da vacinação, considerando-a essencial para a proteção da saúde pública.
Fluente em italiano e inglês, Eijk é visto como um candidato que poderia unir a ciência à fé em um mundo cada vez mais tecnológico. Sua escolha como papa poderia sinalizar uma nova abordagem da Igreja Católica em relação a questões contemporâneas.
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