Após a morte do Papa Francisco, um conclave será realizado para escolher um novo papa. Raniero Mancinelli, um alfaiate de 86 anos, está fazendo três vestes papais em tamanhos diferentes, pois não se sabe como será o novo pontífice. Ele trabalha em sua oficina perto do Vaticano e, apesar da agitação, atende a todos com simpatia. Mancinelli tem uma longa história de confeccionar vestes para papas, começando com João Paulo II, e lembra que cada papa tem preferências diferentes em relação aos tecidos. Enquanto isso, Antonio Arellano, conhecido como o “sapateiro dos papas”, também se prepara. Ele fez os sapatos de João Paulo II e de Bento XVI, e agora seu filho cuida dos reparos dos calçados de Francisco. Arellano destaca a importância de consertar em vez de descartar, refletindo sobre a cultura do consumo. Ele espera que o próximo papa continue essa mensagem de valorização do que já se tem.
O falecimento do Papa Francisco resultou na convocação de um conclave para a escolha de um novo pontífice, que ocorrerá em 7 de maio. O evento atrai atenção global e envolve tradições específicas, como a confecção de vestes papais.
Raniero Mancinelli, um alfaiate de 86 anos, está preparando três vestes papais em tamanhos diferentes para o novo papa. Ele trabalha em sua oficina na Via Borgo Pio, perto do Vaticano. Mancinelli, que se recusa a se aposentar, destaca que a escolha do tamanho se deve à incerteza sobre o físico do sucessor de Francisco. “O novo papa usará a que melhor lhe servir”, afirma.
O alfaiate, que começou a vestir papas em 1962, relata que a confecção de uma batina papal leva de cinco a seis dias. A primeira vestimenta é feita “às cegas”, pois os gostos do novo papa ainda são desconhecidos. Mancinelli menciona que, enquanto Bento XVI preferia tecidos mais pesados, Francisco optava por materiais mais leves e simples.
Preparativos e Tradições
A loja de Mancinelli está movimentada, com cardeais, padres e turistas. Ele atende a todos com simpatia, enquanto finaliza os últimos detalhes das vestes. O alfaiate recorda sua relação cordial com Francisco, ressaltando que o papa sempre parecia mais um irmão do que uma figura religiosa.
Na mesma região, Antonio Arellano, conhecido como o “sapateiro dos papas”, também se prepara para a nova era. Arellano, que confeccionou sapatos para João Paulo II e Bento XVI, destaca a importância da reparação de calçados. Ele observa que Francisco preferia consertar seus sapatos em vez de comprar novos, refletindo uma postura contra a cultura do consumo.
Daniel Arellano, filho de Antonio, também trabalha com calçados e reparou os sapatos usados por Francisco, que foram enterrados com ele. “Espero que o próximo papa continue essa mensagem de valorização do que já se tem”, conclui Daniel.
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