O Patriarca Ecumênico Bartolomeu, líder dos cristãos ortodoxos, falou em Atenas sobre como a fé religiosa pode proteger a humanidade em meio ao avanço da tecnologia. Ele mencionou a “robotocracia” e destacou que a tradição ortodoxa oferece sabedoria importante para lidar com as mudanças rápidas trazidas pela tecnologia. Bartolomeu afirmou que a dignidade humana deve ser prioridade em qualquer inovação e que a educação deve apoiar a natureza espiritual das pessoas. Ele não é contra o progresso tecnológico, mas acredita que ele deve sempre ser centrado no ser humano. Essas preocupações são compartilhadas por outros líderes cristãos, que também falam sobre o impacto da inteligência artificial e da robótica na dignidade humana.
O Patriarca Ecumênico Bartolomeu, líder espiritual dos cristãos ortodoxos, afirmou que a fé religiosa deve atuar como uma proteção contra a “robotocracia”. Em um discurso proferido em Atenas, ele destacou a necessidade de que a inovação tecnológica seja centrada no ser humano.
Durante o evento na Universidade de Atenas, Bartolomeu, de oitenta e cinco anos, ressaltou que a tradição ortodoxa preserva uma sabedoria valiosa que é essencial para enfrentar as mudanças tecnológicas aceleradas. Ele expressou preocupações sobre o impacto da inteligência artificial e da automação na dignidade humana e nas estruturas sociais.
O patriarca declarou: “Em um mundo de mudanças rápidas, nossa Igreja proclama que não há nada mais sagrado do que o ser humano, com quem Deus compartilhou Sua natureza.” Ele enfatizou a importância de priorizar a pessoa sobre os sistemas e a necessidade de uma educação que valorize a natureza espiritual da humanidade.
Bartolomeu não se opõe ao avanço tecnológico, mas defende que este deve ser humanocêntrico. Suas declarações refletem preocupações semelhantes de outros líderes cristãos sobre a singularidade humana, o livre-arbítrio e a natureza espiritual em meio ao crescimento da inteligência artificial.
Recentemente, o Vaticano também se manifestou, afirmando que as aplicações de inteligência artificial devem ser avaliadas para garantir que respeitem a dignidade humana e promovam o bem comum. O patriarca se reuniu com o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, durante sua visita ao país, que inclui uma série de compromissos e diálogos sobre esses temas.
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