Extremistas Fulani atacaram comunidades cristãs em Taraba, na Nigéria, matando 42 pessoas e destruindo casas. Os ataques ocorreram em três aldeias, levando ao deslocamento de centenas de moradores. O governador de Taraba condenou os ataques e prometeu que os responsáveis seriam encontrados e punidos. Os Fulani, um grupo majoritariamente muçulmano, têm sido associados a ataques contra cristãos, com o objetivo de tomar terras e impor o islamismo. A Nigéria é um dos países mais perigosos para cristãos, com milhares de mortes relacionadas à fé.
Um novo relatório da Portas Abertas International revela um aumento alarmante na perseguição a cristãos na África, especialmente na Nigéria. No último sábado, extremistas Fulani mataram 42 cristãos em ataques a comunidades no estado de Taraba, resultando em destruição de casas e deslocamento de centenas de pessoas.
Os ataques ocorreram nas aldeias de Munga Dosso, Munga Lelau e Bandawa, onde os agressores invadiram as comunidades, conforme relatado por moradores locais. Miriam Silas, uma residente, afirmou que “nossas casas foram queimadas e mais de 42 cristãos foram mortos”. O governador de Taraba, Kefas Agbu, classificou os ataques como “horríveis e inaceitáveis” e prometeu que os responsáveis seriam encontrados e processados.
Contexto da Perseguição
O relatório da Portas Abertas destaca que, em 2024, mais de 4.500 cristãos foram mortos na região do Sahel, e 114.000 foram deslocados devido à violência. A situação é crítica, com mais de 16 milhões de cristãos deslocados na África Subsaariana, muitos enfrentando discriminação e falta de recursos. Joshua Williams, diretor da Portas Abertas, descreveu a situação como “insuportável”.
Os extremistas Fulani, um grupo majoritariamente muçulmano, têm sido responsáveis por muitos dos ataques a comunidades cristãs, buscando a tomada de terras e a imposição do islamismo. O relatório da Portas Abertas indica que 69% dos cristãos mortos por sua fé em todo o mundo em 2024 estavam na Nigéria, que ocupa a sétima posição na Lista Mundial da Perseguição.
Apelo à Ação
Williams enfatizou a necessidade de uma resposta global à violência, destacando a campanha “Arise Africa”, que visa mobilizar apoio para os cristãos perseguidos. Ele também ressaltou a importância de uma abordagem relacional e multirreligiosa para enfrentar a perseguição. Janet Epp Buckingham, da WEA, incentivou líderes cristãos a interagir com autoridades governamentais para promover mudanças.
A situação dos cristãos na Nigéria e em outras partes da África continua a exigir atenção urgente, com a necessidade de justiça e proteção para as comunidades afetadas.
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