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Pastores em Cuba enfrentam pena de oito anos por mencionar Deus em tribunal militar

Pastores em Cuba enfrentam pena de oito anos por mencionar Deus em tribunal militar, em meio a crescente opressão religiosa no país.

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Pastores em Cuba, Luis Guillermo Borjas e Roxana Rojas, foram presos por mencionar Deus em um tribunal militar enquanto defendiam seu filho, Kevin, que foi forçado a se alistar no serviço militar, mesmo tendo uma condição médica que o isentava. O casal enfrenta uma pena de até oito anos de prisão. Um relatório recente mostra que Cuba tem aumentado a repressão religiosa desde 2021, com quase 2.000 violações da liberdade religiosa em 2024, incluindo fechamento de igrejas e assédio a líderes religiosos. O governo monitora atividades religiosas e organiza eventos para desacreditar pastores, como no caso de um pastor que foi atacado durante um culto, mas o agressor não foi punido. Além disso, membros de grupos religiosos enfrentam detenções e abusos, especialmente aqueles que criticam o governo. Apesar da repressão, muitos líderes religiosos continuam a se manifestar contra as injustiças. Cuba ocupa a 26ª posição na lista de países onde é mais difícil ser cristão, segundo a Portas Abertas.

Promotores em Cuba tentam condenar um casal de pastores a oito anos de prisão por mencionar Deus em um tribunal militar. Os pastores Luis Guillermo Borjas e Roxana Rojas, da Assembleia de Deus, foram detidos em 19 de maio, após testemunharem sobre seu filho, Kevin Laureido Rojas, que foi forçado a se alistar no serviço militar, apesar de ter uma condição médica que o isentava.

O promotor militar acusou o casal de desrespeito e desobediência, alegando que mencionar Deus em um tribunal era ilegal. O julgamento está agendado para 9 de junho. Cuba registrou 1.988 violações da liberdade religiosa em 624 casos em 2024, segundo um relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW), que destaca o fechamento de igrejas e o assédio a líderes religiosos.

O relatório, intitulado “Sem trégua: a supressão sistemática da liberdade de religião ou crença em Cuba”, revela que o governo monitora atividades religiosas e utiliza informantes para intimidar líderes religiosos. Em um caso, autoridades organizaram uma “Assembleia de Responsabilização” em frente à casa de um pastor, incitando a comunidade a se distanciar da igreja.

Além disso, um inspetor da Polícia Nacional Revolucionária (PNR) multou um pastor em R$ 15 mil por orações contra abusos às mulheres, alegando que isso incitava sentimentos antigovernamentais. Um ataque a um líder religioso, o bispo Jorge Luis Pérez, também foi registrado, onde um homem armado o atacou, mas foi liberado sem acusações.

As autoridades têm impedido dissidentes e seus familiares de participar de atividades religiosas, especialmente o grupo Damas de Branco. Membros desse movimento frequentemente enfrentam detenções arbitrárias ao tentarem ir à missa. O tratamento desumano e as condições de detenção foram relatados, com líderes religiosos sendo alvo de vigilância e ameaças constantes.

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