O Censo 2022 do IBGE mostrou que 56,7% da população brasileira ainda se declara católica, embora esse número tenha caído ao longo dos anos. Os evangélicos representam 26,9%, um crescimento menor do que o esperado. O levantamento também revelou um aumento de pessoas sem religião, que agora são 9,3%, e de adeptos de tradições de matriz africana, que passaram de 0,3% para 1%. O catolicismo continua sendo mais forte no Nordeste, especialmente em estados como Piauí e Ceará, onde mais de 70% da população é católica. Entre os jovens, há uma tendência maior de se identificarem como evangélicos ou sem religião. Os evangélicos são mais comuns no Norte e Centro-Oeste, com destaque para o Acre, onde 44% se declaram evangélicos. A coordenadora do Instituto de Estudos da Religião, Lívia Reis, comentou que a liberdade religiosa no Brasil, garantida pela Constituição de 1988, ajudou as pessoas a se afastarem da tradição católica, e o uso de tecnologias digitais também mudou a forma como as pessoas se conectam com suas crenças.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Censo 2022, revelando que 56,7% da população brasileira ainda se declara católica, apesar da queda em relação a anos anteriores. Os evangélicos representam 26,9%, um crescimento menor do que o esperado. O levantamento também indica um aumento de pessoas sem religião e adeptos de tradições de matriz africana.
Os dados mostram que o catolicismo continua a ser a religião predominante no Brasil, especialmente no Nordeste, onde estados como Piauí e Ceará têm mais de 70% de católicos. No entanto, a proporção de católicos é maior entre os mais velhos, enquanto os jovens tendem a se identificar mais como evangélicos ou sem religião.
Entre os evangélicos, a maior concentração está no Norte e Centro-Oeste, com destaque para o Acre, onde 44% da população se declara evangélica. Essa diversidade religiosa é refletida na pluralidade de denominações, incluindo o pentecostalismo, que tem atraído muitos jovens.
O aumento de pessoas sem religião também é notável, passando de 7,9% para 9,3% da população. Além disso, as tradições de matriz africana, como umbanda e candomblé, cresceram de 0,3% para 1%. Essa mudança reflete uma maior valorização da identidade racial e cultural no Brasil.
A coordenadora do Instituto de Estudos da Religião, Lívia Reis, destaca que a liberdade religiosa, garantida pela Constituição de 1988, permitiu que muitos brasileiros rompam com a tradição católica. A prática religiosa também se transformou com o uso de tecnologias digitais, permitindo que as pessoas se conectem com suas crenças de maneiras mais fluidas e menos institucionalizadas.
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