- O pastor Silas Malafaia criticou a apreensão de seu passaporte pela Justiça, alegando perseguição e ausência de indícios de fuga.
- Durante um culto no Rio de Janeiro, ele questionou a decisão, afirmando ser um líder religioso respeitado.
- Malafaia negou envolvimento em investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e expressou preocupação com a possibilidade de perseguição religiosa.
- Ele classificou a apreensão como uma covardia e criticou o vazamento de mensagens trocadas com Bolsonaro, considerando uma violação da Constituição.
- Após o culto, Malafaia pediu a devolução de seu passaporte e cadernos, afirmando que está preparado para enfrentar represálias.
O pastor Silas Malafaia criticou a decisão da Justiça que determinou a apreensão de seu passaporte, alegando perseguição e falta de indícios de fuga. Durante o Culto da Vitória na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, ele questionou: “Como é que apreendem o passaporte de um líder religioso respeitado?”. Malafaia também relatou que a Polícia Federal levou seus cadernos de pregações, ironizando que o material não poderia ser usado contra ele.
O pastor negou qualquer envolvimento com investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro. Ele afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, “mirou a pessoa errada” e expressou preocupação com a possibilidade de que a investigação evolua para perseguição religiosa. “Temo que essa perseguição política se torne perseguição à fé cristã”, disse.
Após o culto, Malafaia reiterou que a apreensão de seu passaporte é uma covardia e um reflexo do estado atual do Brasil. Ele criticou o vazamento de mensagens trocadas com Bolsonaro, afirmando que houve violação da Constituição. O pastor também se manifestou sobre a proibição de se comunicar com o ex-presidente, chamando a medida de “crime de opinião”.
Repercussões e Opiniões
O pastor Isaías Lobão, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, defendeu que as alegações de Malafaia não devem ser vistas como exagero, mas como um sinal de ameaça à liberdade de expressão no Brasil. Ele alertou que a criminalização de discursos religiosos ou políticos representa um desafio à democracia e à liberdade individual.
Renato Vargens, pastor da Igreja Cristã da Aliança, também se posicionou, afirmando que a defesa dos direitos constitucionais de Malafaia não implica em endosse a suas ideias. Ele destacou que a questão central é a garantia da liberdade de expressão para todos os cidadãos, independentemente de suas opiniões.
Malafaia, em suas redes sociais, pediu a devolução de seu passaporte e cadernos, ressaltando que tem compromissos internacionais. Ele afirmou que não tem medo de represálias e que está preparado para enfrentar qualquer retaliação. O pastor enfatizou que a participação dos cristãos na vida pública é respaldada por ensinamentos bíblicos, defendendo a responsabilidade cívica dos indivíduos.
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