- Uma pesquisa revelou que noventa e três por cento dos especialistas em sustentabilidade pedem uma revisão radical da agenda atual.
- As práticas atuais não estão cumprindo as metas estabelecidas para dois mil e trinta.
- O Brasil é destacado como um potencial líder na transição sustentável, com vantagens como água, biodiversidade e uma matriz elétrica limpa.
- O fenômeno do “greenhushing” tem crescido, com empresas evitando divulgar suas iniciativas sustentáveis para não sofrer repercussões negativas.
- Instituições financeiras, como BlackRock, estão se afastando de alianças globais de descarbonização, refletindo pressões políticas que diminuem compromissos públicos.
Noventa e três por cento dos especialistas em sustentabilidade pedem uma revisão radical da agenda atual, segundo a pesquisa Sustainability at a Crossroads Report (2025). Os dados indicam que as práticas vigentes não estão cumprindo as metas estabelecidas para 2030. A necessidade de ajustar a rota é urgente, especialmente em um cenário geopolítico complexo.
As tensões nos Estados Unidos e na Europa têm gerado reações contrárias à agenda de sustentabilidade, enquanto a região da Ásia-Pacífico vê oportunidades nesse contexto. O termo “greenhushing” tem se tornado comum, referindo-se ao silenciamento de empresas que, apesar de avançarem em iniciativas sustentáveis, optam por não divulgar publicamente suas ações para evitar repercussões negativas.
Instituições financeiras, como a BlackRock, têm se afastado de alianças globais de descarbonização, refletindo pressões políticas que reduzem compromissos públicos. Esse movimento é acompanhado por bancos como JP Morgan e State Street, que também recuaram em suas promessas climáticas. A crescente demanda por governança climática e relatórios detalhados contrasta com a diminuição dos compromissos públicos.
Oportunidades para o Brasil
O Brasil se destaca como um potencial líder na transição sustentável, possuindo vantagens comparativas, como água, biodiversidade e uma matriz elétrica limpa. Contudo, a janela para aproveitar essas oportunidades é curta. A mudança climática pode reprecificar ativos naturais, afetando a agricultura e a geração de energia hidrelétrica.
Transformar a sustentabilidade em competitividade exige que a política industrial verde se integre à política externa. O Brasil deve posicionar-se como um fornecedor confiável na descarbonização global, apresentando projetos concretos prontos para escalar. A integridade nas ações é crucial para garantir que a natureza seja reconhecida como um ativo produtivo.
A revisão da agenda de sustentabilidade é essencial para alinhar políticas e priorizar ações de alto impacto. O foco deve ser na integração de métricas de sustentabilidade nas decisões empresariais e na promoção de inovações que favoreçam a transição para uma economia mais verde.
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