- Após não mexer na formação inicial, os Knicks venceram 10 jogos seguidos, a melhor sequência de 10 partidas na história da NBA, com vitórias expressivas e maior margem de ponto.
- Mikal Bridges passou a ter atuação dominante nos últimos oito triunfos, com média de 17,9 pontos e aproveitamento de arremessos muito acima da média, enquanto as duplas Brunson-Towns e Bridges apresentaram net rating superalto de +28,6.
- O técnico Mike Brown manteve a mesma primeira formação contra o Hawks e isso ajudou a transformar a equipe em um “juggernaut”, mesmo com ausências de jogadores-chave em alguns jogos da segunda rodada.
- O ataque dos Knicks vem sendo líder, com rating ofensivo de 124,1 no playoffs e liderança em acertar arremessos de 2 pontos e de 3 pontos, superando rivais em efficiency no jogo interior e externo.
- Mesmo como underdog na final contra Spurs ou Thunder, os Knicks têm chances reais de título, apoiados por um desempenho histórico recente semelhante ao de times que já chegaram à final, como o Dallas Mavericks de 2011.
O que parecia improvável ganhou forma: os Knicks dominaram os últimos jogos e passaram a ser considerados candidatos reais ao título. Em 10 partidas desde a não mudança do quinteto, a equipe venceu todas, com margens expressivas e atuação consistente.
A decisão do técnico Mike Brown, que manteve a escalação inicial diante de Atlanta, foi decisiva. O elenco formado por Jalen Brunson, Mikal Bridges, Josh Hart, OG Anunoby e Karl-Anthony Towns manteve o mesmo grupo e observou resultados históricos, com vitórias em séries seguidas e diferença de pontuação recorde no período.
Bridges começou a reagir após o save do treinador, elevando seu desempenho defensivo e ofensivo. Nos oito triunfos seguintes, ele passou a atuar com média de 17,9 pontos e eficiência de arremessos, marcando forte na linha de 3 pontos e em jogadas de dois pontos.
Desempenho histórico e comparação
Entre os 10 jogos, o agregado de Brunson, Towns e Bridges teve um rating líquido impressionante, com destaque para a defesa de perímetro contra alas adversárias. Mesmo com a ausência de Anunoby em dois jogos da segunda rodada, os Knicks venceram os dois duelos fora de casa por folgas expressivas, somando 44 pontos de vantagem.
A sequência recorde coloca a equipe em posição inusitada para a comparação com histórico de 10 vitórias consecutivas nos playoffs. Entre exemplos citados, aparecem equipes como Cavaliers de 2016, Nets de 2003 e Spurs de 2012, além de um paralelo com o Dallas Mavericks de 2011, que avançou ao título com desempenho ofensivo explosivo.
Aproveita-se também para destacar o ataque dos Knicks, que atingiu rating ofensivo de 124,1 na pós-temporada, líder do campeonato, com aproveitamento superior em arremessos de 2 e 3 pontos. A defesa de 2 pontos é especialmente eficiente, superando em 20 pontos a segunda colocação.
Cenário para as finais da NBA
Com a visão de que a equipe pode manter o ritmo, a pergunta é como os Knicks encararão as finais contra o campeão da Conferência Oeste. Do lado oposto, Thunder e Spurs mostram números fortes no ataque e na defesa, respectivamente, tornando o duelo competitivo.
Especialistas apontam que, apesar de os Knicks virarem favorito teórico apenas pela sequência recente, ainda há dificuldades previstas contra equipes com defesa sólida, como o Spurs, ou com poderio ofensivo do Thunder. A possibilidade de ajustes no elenco permanece em aberto.
Mesmo diante do melhor momento da temporada, a equipe deve manter o foco na próxima partida para fechar a série contra Cleveland. Caso avance, o desafio será enfrentar o melhor time da outra conferência, com potencial de exigir alto desempenho ofensivo e defensivo.
O cenário é bem diferente do esperado no início da série contra Atlanta. O crescimento do quinteto titular e a resposta de Bridges domesticaram as dúvidas iniciais, elevando a expectativa para o restante dos playoffs.
Entre na conversa da comunidade