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MP do Rio investiga patrimônio e negócios de Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj

Rodrigo Bacellar é investigado por aumento patrimonial de 833% e possível vínculo com frigorífico que recebeu verba pública

Deputado estadual Rodrgo Bacellar (Foto: Divulgação Alerj / Foto de Octacilio Barbosa)
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  • O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, enfrenta nova investigação do Ministério Público.
  • A apuração investiga a evolução patrimonial de Bacellar e sua possível ligação como sócio oculto de um frigorífico que recebeu financiamento público.
  • Bacellar já estava sob investigação por questões relacionadas ao uso de um apartamento em Botafogo e à compra de uma mansão em Teresópolis.
  • Entre 2018 e 2022, Bacellar declarou um aumento de 833% em seus bens, passando de R$ 85 mil para R$ 1,3 milhão.
  • O frigorífico JGPS, suspeito de ter ligação com Bacellar, recebeu financiamento da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) e teve sua licença ambiental emitida em setembro de 2022.

Em meio a uma crise política, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), enfrenta uma nova investigação do Ministério Público. O foco é a evolução patrimonial do deputado e sua possível ligação como sócio oculto de um frigorífico que recebeu financiamento público. A apuração foi autorizada pelo Conselho Superior do MP e busca indícios de improbidade administrativa.

Bacellar já estava sob investigação por questões relacionadas ao uso de um apartamento em Botafogo e à compra de uma mansão em Teresópolis. Em 2023, o MP analisou o aluguel de um imóvel por R$ 2,2 mil, valor abaixo do mercado, pertencente a um amigo do parlamentar. A nova investigação, iniciada após a decisão do MP, examina a reforma da mansão e possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para o frigorífico em Campos dos Goytacazes.

Os promotores também investigam a evolução patrimonial de Bacellar, que declarou um aumento de 833% em seus bens entre 2018 e 2022. Em 2018, ele informou ter R$ 85 mil, enquanto em 2022 declarou bens que totalizavam R$ 1,3 milhão. Além disso, há suspeitas sobre o uso de um helicóptero de luxo ligado a uma empresa investigada por lavagem de dinheiro.

O frigorífico JGPS, onde Bacellar é suspeito de ser sócio oculto, recebeu financiamento da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio). A licença ambiental para a construção foi emitida em setembro de 2022, após sete meses de tramitação. O MP também investiga se houve irregularidades na concessão desse documento.

Procurado, Bacellar afirmou que já prestou esclarecimentos sobre as investigações e que tudo foi realizado dentro da legalidade. O Inea, responsável pela licença ambiental, confirmou que o processo seguiu os procedimentos técnicos e legais. A nova fase da investigação busca esclarecer as ligações entre Bacellar, o frigorífico e seu amigo advogado, Jansens Calil Siqueira.

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