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Ídolo brasileiro revela tensão e segurança extrema no ‘El Clásico’ da Ásia

Gustavo Almeida revela os desafios e a paixão do "El Clássico" indonésio, destacando a segurança e a intensidade das torcidas

Atacante brasileiro Gustavo Almeida comemora gol pelo Persija, na Indonésia (Foto: Divulgação/Persija Jakarta)
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  • A rivalidade entre Persija Jakarta e Persib Bandung, chamada de “El Clássico” indonésio, tem quase 100 anos de história.
  • O jogador brasileiro Gustavo Almeida, do Persija, destacou a segurança extrema nos jogos, como a chegada ao estádio em um tanque de guerra.
  • Almeida afirmou que a atmosfera é única, comparando-a a clássicos brasileiros, e ressaltou a paixão das torcidas.
  • Ele também mencionou que os jogadores devem evitar comemorar gols na casa do adversário devido à intensidade da rivalidade.
  • Gustavo Almeida, que se destacou no futebol asiático, se sente adaptado à vida na Indonésia e não planeja retornar ao Brasil.

A rivalidade entre Persija Jakarta e Persib Bandung, conhecida como “El Clássico” indonésio, é marcada por uma intensa atmosfera de paixão e segurança extrema. O jogador brasileiro Gustavo Almeida, atualmente no Persija, compartilhou suas experiências sobre essa rivalidade que já dura quase 100 anos.

A segurança durante os jogos é impressionante. Almeida descreve a chegada ao estádio em um tanque de guerra, com policiais armados em motos, uma realidade que ele considera surreal. “Nem no Brasil tem essa atmosfera. As torcidas são fanáticas, e a rivalidade é intensa”, afirmou o atacante, que já fez história ao marcar um hat-trick em seu primeiro jogo contra o Persib.

A rivalidade é tão forte que os jogadores são aconselhados a não comemorar gols na casa do adversário. “Se você fizer gol no clássico, não comemora, porque os caras são loucos”, contou Almeida, que já vivenciou momentos de tensão, como quando torcedores adversários atiraram objetos no campo.

A Experiência de Jogar na Indonésia

Gustavo Almeida, que começou sua carreira em São Paulo, encontrou no futebol asiático uma oportunidade de crescimento. Após passagens por clubes no Vietnã, Malásia e Japão, ele se destacou no Arema antes de se tornar ídolo no Persija. “O futebol indonésio é muito próximo do brasileiro em termos de atmosfera”, disse.

Os dias que antecedem o clássico são marcados por uma mobilização intensa das torcidas, que visitam os centros de treinamento para incentivar os jogadores. Almeida compara essa experiência a clássicos brasileiros, como Flamengo x Vasco e Corinthians x Palmeiras, ressaltando a importância emocional desses jogos.

A Trajetória de Gustavo Almeida

Almeida cresceu no Capão Redondo e teve sua primeira referência no futebol com Denílson, ex-jogador do São Paulo. Ele destacou a importância da estrutura familiar em sua trajetória, afirmando que o apoio dos pais foi crucial para seu sucesso. “A estrutura familiar é o grande diferencial para você ter uma base de sucesso”, afirmou.

Atualmente, Gustavo se sente adaptado à vida na Indonésia e não planeja retornar ao Brasil tão cedo. “Estou bem feliz aqui, minha família também. Aprendemos a língua local e estamos nos adaptando”, concluiu. A história de Almeida é um exemplo de como o futebol pode abrir portas e transformar vidas, mesmo a milhares de quilômetros de casa.

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