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Defesa de Bruno Henrique se manifesta após decisão da Justiça do DF

Justiça do DF torna Bruno Henrique réu por estelionato em caso de apostas; oito indiciados, entre eles o irmão, devem recorrer

Bruno Henrique, do Flamengo, durante julgamento no STJD (Foto: Lucas Bayer/Lance!)
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  • A Justiça do Distrito Federal tornou Bruno Henrique réu por estelionato, após recurso do Ministério Público, no caso de suposta manipulação de apostas esportivas envolvendo o jogador do Flamengo.
  • Além dele, oito indiciados foram apontados, incluindo o irmão Wander Nunes Pinto; defesa afirma que apresentará novo recurso e expressa indignação com a decisão.
  • A denúncia envolve informações de que o jogador avisou que receberia cartão amarelo em jogo contra o Santos, em novembro de dois mil e vinte e três, com apostas levantadas por familiares e amigos; mensagens do celular do irmão embasaram a acusação.
  • O crime de estelionato, caso comprovado, prevê pena de um a cinco anos de prisão; Bruno Henrique já respondia por fraude esportiva antes.
  • Em setembro, o atleta foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por manipulação de resultados, recebendo suspensão de doze jogos e multa de R$ 60 mil; no fim, houve recurso que levou à absolvição em parte do processo.

Nesta quinta-feira (4), a Justiça do Distrito Federal tornou Bruno Henrique réu por estelionato, após recurso do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O jogador do Flamengo já respondia por fraude esportiva no mesmo caso. Além dele, oito indiciados foram apontados pelo MPDFT, incluindo o irmão Wander Nunes Pinto.

A defesa do atleta informou que vai apresentar novo recurso às instâncias competentes, alegando equívoco na acusação. O comunicado ressalta a confiança no Poder Judiciário e a intenção de reverter a decisão que abriu ação penal por estelionato.

Segundo a denúncia, Bruno Henrique teria utilizado um cartão amarelo para avisar ao irmão sobre a possibilidade de manipular o jogo diante do Santos, em novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. A operação envolveu apostas feitas por familiares e amigos.

Novo enquadramento legal

O crime de estelionato, tipificado no art. 171, envolve obter vantagem ilícita por meio de fraude ou engano, com prejuízo para terceiros. Em caso de condenação, a pena pode variar de um a cinco anos de prisão, conforme a denúncia do MPDFT.

Bruno Henrique já havia sido condenado pelo STJD em 4 de setembro por manipulação de resultados, com suspensão de 12 jogos e multa de R$ 60 mil. A defesa contestou a decisão, levando o caso a recursos, que resultaram na absolvição quanto à manipulação de resultado em tramitação anterior.

Wander Nunes Pinto, irmão do jogador, figura entre os indiciados. Além dele, outros sete investigados foram citados pelo MPDFT. A apuração envolve mensagens apreendidas no dispositivo do irmão do atleta, que teriam relação com apostas ligadas ao fato.

Próximos passos

A defesa pretende recorrer aos tribunais competentes para contestar a acusação de estelionato. A expressão de indignação declarada pela defesa visa justamente sustentar a validade de recursos anteriores. Não há novas decisões já previstas sobre o caso em andamento.

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