- A Justiça do Distrito Federal acolheu recurso do Ministério Público e incluiu Bruno Henrique como réu por estelionato, além da fraude esportiva; pena prevista é de 1 a 5 anos.
- Também passaram a responder pelo mesmo crime mais nove investigados, entre eles o irmão do atacante, a cunhada e apostadores citados na apuração.
- A ampliação das acusções reforça a linha de que houve esquema de manipulação de resultados e ganhos com apostas esportivas.
- Bruno Henrique já respondia por fraude esportiva; em junho foi denunciado pelo MPDFT e, em 4 de setembro, foi condenado pelo STJD por manipulação de resultados, com suspensão de 12 jogos e multa de R$ 60 mil.
- As mensagens do irmão do jogador foram usadas como base para a denúncia; a defesa chegou a alegar prescrição, mas o pedido não foi aceito.
O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) pediu a ampliação da denúncia contra Bruno Henrique, atacante do Flamengo, incluindo-o como réu por estelionato. O acordo foi aceito pela Justiça do DF nesta quinta-feira (4), no âmbito de investigação sobre manipulação de resultados e apostas.
Bruno Henrique já era alvo de apuração por fraude esportiva. Em junho, ele foi denunciado pelo MPDFT, junto ao irmão Wander Nunes Pinto e mais sete investigados. Em 4 de setembro, o STJD o condenou pela manipulação de resultados, com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil. Mensagens do irmão embasaram a denúncia.
Ampliação das acusações
A decisão elevou o grupo a cumprir também a imputação de estelionato, com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão. Outros dez envolvidos passam a responder pelo mesmo crime, entre eles o irmão de Bruno Henrique, a cunhada e apostadores citados na investigação. O MPDFT sustenta que o conjunto atuou em um esquema ligado a manipulação de resultados e ganhos com apostas.
Segundo a denúncia, Bruno Henrique teria informado ao irmão que receberia um cartão amarelo em partida realizada em novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, quando o atleta estava pendurado no Brasileirão. A defesa do jogador contestou os pedidos iniciais, incluindo a possibilidade de prescrição, o que não foi acolhido. A matéria permanece em andamento.
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