- Paulo Pezzolano afirmou ter visto todos os jogos desde as negociações e apontou diagnóstico: time com ânimo fragilizado.
- O técnico destacou desgaste físico causado pela prioridade ao Gaúcho, com titulares usados desde o início e consequências para o restante da temporada.
- O ataque apresenta déficits, mesmo com nomes como Enner Valencia e Rafael Borré, com baixa conclusão de grandes oportunidades.
- A lateral esquerda segue sem substitutos efetivos, com Bernabei longe de sua melhor performance e opções limitadas (Ramon, Victor Gabriel, Alisson).
- Expectativa é manter a base no Estadual de 2026, já que o campeonato correrá paralelamente ao Brasileirão.
Na coletiva de apresentação realizada na sexta-feira, Paulo Pezzolano assumiu o comando do Internacional e afirmou ter acompanhado todos os jogos desde o início das negociações. O técnico apresentou diagnósticos iniciais sobre o elenco colorado e o momento da equipe.
O Inter viveu um segundo semestre difícil, com queda de rendimento, desgaste físico e pressão psicológica. Abel Braga já havia sinalizado um ambiente anímico abalado, acentuando o desgaste no gaúcho e nas estruturas ofensivas.
Pezzolano apontou sinais de fragilidade mental e física, além de déficits na conclusão. O treinador também destacou problemas na lateral esquerda, sem substitutos efetivos, e sinalizou a necessidade de ajustes para reequilibrar o time.
Anímico e mental destruído
O técnico identificou como principal desafio o abatimento emocional do grupo, já observado em conversas internas e no retorno do comando técnico. O desgaste ficou claro após o segundo semestre, com queda do nível de atuação.
Apoiado por relatos de bastidores, Pezzolano ressaltou que a pressão contribuiu para a oscilação no desempenho. A dificuldade em reagir após sofrer gols foi citada como agravante do momento atual.
Condição física e déficit ofensivo
Outra frente é a perda de força para disputar o Gaúcho, resultado de priorização excessiva ao estadual. Lesões e desgaste também impactaram o rendimento no restante da temporada.
Mesmo com nomes de peso no ataque, o rendimento ofensivo ficou abaixo do esperado. Dos 86 gols do ano, apenas 44 foram marcados por atacantes, elevando a preocupação com conversão de oportunidades.
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