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Agente de Neymar defende investimentos na base do Barcelona

André Cury defende valorização da base brasileira e redução do limite de estrangeiros, apontando impacto no desenvolvimento de ídolos e receitas futuras

Neymar na estreia pela Copinha em 2008; O craque disputou duas edições do torneio de base
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  • André Cury, empresário de jogadores, defende valorizar os atletas formados no Brasil e critica o excesso de estrangeiros no futebol nacional.
  • Ele diz que o modelo atual prejudica a base e que clubes costumam prever receitas com venda de jogadores, o que nem sempre acontece na prática.
  • Cury critica a regra da CBF que permite a inscrição de até nove estrangeiros por equipe, defendendo limite de três.
  • Alega que a carência de ídolos vem dessa dinâmica e cita Neymar como referência histórica, além de exemplos recentes como Yuri Alberto, Vitor Roque e Arrascaeta (referência do Flamengo) pela permanência no clube.
  • Propõe solução: criar regras que assegurem minutagem de três a cinco jogadores da base em todos os times; destaca que estrangeiros de sucesso existem, mas são exceções.

André Cury, agente de jogadores, defendeu investimentos na base do futebol brasileiro em entrevista ao CNN Esportes S/A, exibida neste domingo (25). Ele criticou a atual regra de inscrição de estrangeiros e pediu maior valorização de atletas formados no país, para fortalecer a base e a economia do futebol nacional.

Cury, com atuação internacional, afirmou que o Brasil tem vocação para formar e exportar jogadores, porém esse potencial vem sendo enfraquecido pelo excesso de estrangeiros nas ligas nacionais. Ele disse que é preferível investir na base e ampliar oportunidades para atletas brasileiros.

O empresário questionou a regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que permite até nove estrangeiros por equipe. Comparou com regimes de outras ligas europeias, sugerindo limites menores, até três ou quatro estrangeiros por time.

Carência por ídolo

Para Cury, a alta presença de atletas estrangeiros atrapalha a formação de ídolos no longo prazo. Ele citou Neymar como exemplo de referência nacional que teve percurso suficiente para moldar a carreira no Brasil antes de migrar.

O agente destacou que alguns jogadores brasileiros que permanecem mais tempo nos clubes podem se tornar referências para a torcida e para a formação de novos ídolos. Ele citou casos de atletas em clubes como Corinthians e Flamengo como exemplos de continuidade que ajudam a construir identificação com o público.

Sobre a negociação de Neymar com o Barcelona, Cury explicou que a permanência do atacante no Santos foi crucial para o retorno financeiro do clube, com receitas de patrocínio e venda futura de jogadores associados ao seu desempenho.

Em busca de solução

Cury propôs medidas para aumentar o espaço de jogadores formados nas equipes, defendendo regras que garantam minutagem mínima para a base. Segundo ele, isso pode gerar melhoria técnica, novas receitas e maior identificação com o público.

Ele admitiu que há casos de sucesso entre estrangeiros, mas disse que são exceções. Em sua avaliação, contratos com atletas de 25 a 26 anos, em muitos casos, não geram retorno tão expressivo quanto o investimento na base.

A ideia central do empresário é uma mudança estrutural na forma como os clubes pensam seus elencos, priorizando o desenvolvimento de talents nacionais para reduzir desperdícios e fortalecer a indústria do futebol brasileiro.

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