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Pontos corridos transformaram o Brasileirão em modelo de sucesso

Formato de pontos corridos unifica calendário, aumenta receitas e atrai investidores, garantindo estabilidade e crescimento do Brasileirão

Taça troféu do Brasileirão Campeonato Brasileiro (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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  • Desde 2003, o Brasileirão adotou o formato de pontos corridos, substituindo o mata-mata e buscando maior estabilidade técnica, esportiva e comercial.
  • Em 2006, a competição passou a ter vinte clubes com calendário definido, o que, segundo especialistas, trouxe segurança comercial.
  • Cruzeiro foi o primeiro campeão da era, e Palmeiras, Flamengo e Corinthians lideram com quatro títulos cada; o modelo gera previsibilidade de datas e jogos para clubes.
  • O formato ampliou a receita, com calendário estável e 380 partidas, facilitando contratos de transmissão e atraindo investidores privados.
  • O público do Brasileirão quase triplicou entre 2003 e 2025 (de 10.468 para 25.548 por jogo), e o Brasileirão de 2026 traz novidades como o retorno de Athletico, Coritiba e a presença do Remo na Série A.

Desde 2003, o Brasileirão adotou o formato de pontos corridos, substituindo o mata-mata. O campeonato passou a ter maior previsibilidade técnica, esportiva e comercial, inspirado em torneios europeus. A mudança consolidou a curva de crescimento de receita e audiência.

O Cruzeiro foi o primeiro campeão sob o novo modelo. Palmeiras, Flamengo e Corinthians aparecem como recordistas, com quatro títulos cada. Em 2006, o Brasileirão fixou 20 clubes e calendário definido, o que, segundo especialistas, consolidou a segurança comercial da competição.

Formato e estabilidade

Os pontos corridos contribuíram para estabilidade financeira e planejamento de receitas, segundo o especialista João Ricardo Pisani. A cada edição, o formato gera 380 partidas, fortalecendo o calendário e as perspectivas de negócios do campeonato.

Para Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, o sistema recompensa o mérito esportivo. Ele afirma que o modelo favorece a previsão de datas e jogos, o que facilita o planejamento de clubes com grandes torcidas.

Economia, público e profissionalização

Pisani aponta que a previsibilidade elevou a receita ao ampliar a oferta de produto e oportunidades de patrocínio. A valorização dos direitos de transmissão também passou a atrair investidores privados, com fundos olhando o futebol como ativo estável.

Entre 2003 e 2025, a média de público quase triplicou, passando de 10.468 para 25.548 torcedores por jogo. As maiores marcas de público ocorreram em 2023 e 2024, sinalizando regularidade recente.

A estrutura de pontos corridos também trouxe isonomia, dando aos clubes clareza sobre o número de jogos e a projeção de receitas com bilheteria e patrocínios. Isso facilita planejamento comercial e gestão de clubes menores.

Perspectiva de longo prazo

Bandeira de Mello reforça que o modelo facilita planejamento de renda, venda de carnês de ingresso e uso eficiente das receitas. O Brasileirão 2026 traz novidades esportivas, como o retorno de Athletico e Coritiba, além da presença do Remo de volta à Série A após 32 anos.

O grande ganho do formato, segundo especialistas, é a consolidação de um modelo estável e sustentável para o futebol brasileiro, com ganhos de exposição, receitas e planejamento de longo prazo.

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