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Batalha dos Aflitos: o milagre do Grêmio que virou cinema e livro

Grêmio vence corrida de acesso após pênalti defendido e gol aos 90+16, superando crise e virando símbolo de resiliência histórica

Nos Aflitos, em 2005, o Grêmio venceu com quatro jogadores a menos e entrou para a história. (Reprodução/Grêmio)
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  • Em 26 de novembro de 2005, Grêmio x Náutico nos Aflitos, pela última rodada do quadrangular da Série B, definiu acesso à Série A e o título.

  • O Grêmio precisava apenas de empate; o jogo foi tenso, com expulsões, invasão de campo e paralisação de cerca de quarenta minutos após pênalti contra o clube gaúcho.

  • Rodrigo Galatto defendeu o pênalti batido por Ademar; na sequência, Anderson marcou aos 90+16 em contra-ataque, garantindo a vitória gremista por 1 a 0.

  • A vitória garantiu o acesso à Série A e simbolizou a recuperação do Grêmio após o rebaixamento de 2004, consolidando uma narrativa de superação.

  • O feito gerou livro e documentário, ganhou reconhecimento internacional e foi comparado, pela imprensa, a uma história de cinema, como o “Fight Club” citado pelo The Times.

A Batalha dos Aflitos ficou marcada como uma das partidas mais dramáticas da história do futebol brasileiro. Em 26 de novembro de 2005, o Grêmio enfrentou o Náutico, no Estádio dos Aflitos, em Recife, pela última rodada da Série B. A vitória garantiu o acesso do Grêmio à Série A e o título do quadrangular final, em um duelo cheio de drama e reviravoltas.

O que aconteceu

O Grêmio precisava, no mínimo, do empate para subir. O Náutico buscava a vitória para também carimbar o acesso. O jogo começou tenso, com as equipes marcando forte e o placar sem alterações no tempo regulamentar. O clima no estádio ficou pesado, com entradas duras e cobrança intensa de torcidas.

O momento decisivo

No segundo tempo, o lateral Escalona foi expulso. Aos 35 minutos, árbitro marcou pênalti para o Náutico após toque no braço de Nunes. A decisão provocou revolta em campo, com invasão de incomuns, agressões e a intervenção da Polícia Militar. Expulsões seguiram e o Grêmio ficou com apenas sete jogadores.

A transição e o desfecho

A partida ficou paralisada por cerca de 27 minutos. O Grêmio considerou abandonar o jogo, mas resolveu permanecer em campo após orientação jurídica e decisão dos dirigentes. Ademar cobrou o pênalti para o Náutico, defendido por Rodrigo Galatto. Na sequência, Anderson arrancou do campo defensivo, driblou e marcou aos 90+16, assegurando o acesso gremista.

Consequências e memória

O resultado definiu a subida do Grêmio à Série A e consolidou uma reconstrução institucional após a crise vivida em 2004. O episódio gerou obras como o livro-reportagem 71 Segundos – O Jogo de Uma Vida e o documentário Inacreditável – A Batalha dos Aflitos, lançados em 2006. O confronto ganhou status de referência cultural no futebol brasileiro.

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