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Venda de André gera atrito no Corinthians, afirma Vessoni

Vessoni contesta a pressa do Corinthians em vender André antes da Libertadores, apontando maior valorização do volante e risco de impasse com a FIFA

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  • O jornalista Rodrigo Vessoni criticou a venda do volante André pelo Corinthians, questionando a pressa antes da participação na Libertadores.
  • O valor divulgado foi de 17 milhões de euros (15 milhões fixos mais 2 milhões em bônus), e Vessoni afirmou que a decisão de vender agora não seria estratégica.
  • Segundo ele, André pode valorizar ainda mais disputando a Libertadores, já que a janela é em julho e vender em março não fecha a conta.
  • A negociação prevê pagamento em três parcelas entre 2026 e 2028, sendo 2026 com cerca de 30 milhões de reais, o que não resolve os problemas financeiros imediatos do clube.
  • O repórter mencionou tensões nos bastidores, possível pressão de empresários e risco de disputa judicial com a Fifa caso haja mudança contratual; o Milan estaria pronto para acionar a Fifa para viabilizar a transferência.

O jornalista Rodrigo Vessoni criticou a atuação da diretoria do Corinthians na venda do volante André, anunciada enquanto o jogador ainda está no radar de clubes europeus. O comentário foi feito durante o programa Domingol, com foco na pressa da negociação antes da participação de André na Libertadores e da janela de transferências de julho. A CNN Brasil reporta que o clube paulista busca fechar o acordo com o Milan por 17 milhões de euros, com parcelas futuras.

Vessoni afirmou que, embora haja transparência sobre valores, a decisão de vender no momento atual não estaria alinhada à estratégia do time. Segundo ele, o jogador poderia aumentar seu valor com a disputa da Libertadores, o que justificaria aguardar a abertura da janela de julho. O repórter também criticou a forma de pagamento prevista, apontando que as parcelas entre 2026 e 2028 não atenderiam às necessidades financeiras imediatas do Corinthians.

Tensão nos bastidores

O comentarista citou possíveis atritos internos, sugerindo que empresários teriam influência sobre a negociação em curso, semelhante a gestões anteriores. Dorival Júnior, técnico do Corinthians, comentou a oferta do Milan, destacando a necessidade de manter o elenco para conquistar títulos, em tom de cautela quanto a mudanças frequentes.

A venda envolve ainda questões legais e contratuais. O Milan sustenta que as minutas já teriam sido trocadas e que a assinatura de Osmar Stabile, presidente do Corinthians, seria o único entrave. Caso o acordo não seja assinado, o clube italiano poderia acionar a Fifa para consolidar a transferência.

Situação com a Fifa e situação de André no elenco

Segundo apuração da CNN, o Corinthians pode reabrir as negociações para reajustar o valor do negócio, podendo recuar se não houver aumento. O Milan considera que as trocas de e-mail equivalem a um contrato vinculante, salvo a assinatura final. O Corinthians afirma não ter liberado André, já que Stabile é o representante legal ausente de assinatura definitiva.

André soma 24 partidas pelo Corinthians desde agosto de 2025, com participação de titular em nove jogos. Sua performance, dizem analistas, reforça o interesse europeu. Caso o acordo se confirme, o volante deverá se apresentar ao Milan para exames médicos e assinatura no início da próxima janela internacional.

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