- Leonardo Jardim chegou ao Cruzeiro no início da última temporada, atraído por um projeto apresentado pela diretoria, não por questões financeiras.
- O início foi difícil: quatro jogos até a primeira vitória, derrota para o Democrata-GV e dois empates com o América-MG; após a semifinal do Mineiro, ele afirmou que investimento não garante boas peças.
- Em maio de 2025, o Cruzeiro foi eliminado da Sul-Americana na fase de grupos; Jardim chegou a afirmar que não queria disputar a competição novamente no futuro.
- A virada veio em maio de 2025, com a vitória sobre o Vasco após mudanças no elenco, e o time ficou 16 jogos sem perder, encerrando o Brasileirão em terceiro lugar.
- Jardim deixou o Cruzeiro após a eliminação na Copa do Brasil para o Corinthians, alegando motivos pessoais; em 2026 assinou com o Flamengo, gerando repercussão entre torcedores e diretoria.
Leonardo Jardim chegou ao Cruzeiro no início da temporada anterior, buscando reencontrar a elite do futebol brasileiro. A apresentação destacou uma proposta de vida no Brasil, pautada pelo projeto do clube, não pelo dinheiro.
No começo, o rendimento não veio: após quatro jogos, a primeira vitória demorou, com derrotas para Democrata-GV e empates com o América-MG. Em seguida, uma derrota por pênaltis encerrou a participação na semifinal do Mineiro. O treinador apontou necessidade de reforços e melhoria do elenco.
O Cruzeiro acabou eliminado na fase de grupos da Sul-Americana em maio de 2025, após empate com o Mushuc Runa. Jardim comentou que a competição não era prioridade e pregou foco em outras disputas para evitar retorno ao torneio nos próximos anos.
Virada de chave e momentos-chave
Em maio de 2025, ocorreu a troca de comandos que marcou uma guinada interna: Pedrinho autorizou Jardim a agir com maior autonomia, o que culminou na saída de Dudu. O Cruzeiro venceu o Vasco por 1 a 0, com atuação destacada de Cássio, reforçando a percepção de evolução do time.
Em dezembro de 2025, Jardim reuniu o elenco após comando alterado e revelou ter feito mudanças para recuperar o rendimento. Ele afirmou que, sem mudanças de comportamento, não permaneceria na função e ressaltou a capacidade do grupo de alcançar posições de destaque.
Rumo ao título e oscilações
O Cruzeiro emendou 16 jogos invictos após a vitória sobre o Vasco, incluindo vitórias sobre Palmeiras e Flamengo, e terminou o Brasileirão em terceira posição. Jardim elogiou a evolução da equipe e enfatizou o mérito coletivo pela ascensão.
Ainda assim, nos 15 jogos finais, o desempenho oscilou, com cinco vitórias, oito empates e duas derrotas. Entre os tropeços, destacam-se empates com Sport e Ceará e derrotas para Santos e Corinthians.
Despedida e desfecho no Cruzeiro
Após a eliminação na Copa do Brasil, Jardim participou de uma coletiva na Toca da Raposa II anunciando a saída por motivos pessoais. O treinador relatou desgaste e justificou a decisão com questões familiares, mantendo gratidão pelo clube e pela torcida.
Pedro Lourenço, presidente da SAF, afirmou que houve esforço para manter Jardim, reconhecendo a dedicação dele e da comissão. O dirigente agradeceu ao treinador e à equipe, ressaltando que a saída foi impulsionada por questões pessoais.
Retorno ao Brasil e novo capítulo no futebol
Em março de 2026, Jardim retornou ao Brasil e fechou com o Flamengo, declarando prioridade de permanecer no país para atuar pelo clube carioca. O técnico garantiu que mantém relação cordial com o Cruzeiro, desmentindo qualquer traição.
A apresentação oficial no Flamengo ocorreu dois jogos antes de enfrentar o Cruzeiro. Jardim ressaltou que a fidelidade ao Cruzeiro era uma questão de parceria e respeito aos envolvidos, minimizando controvérsias anteriores.
Pedrinho, dono da SAF, afirmou que houve negociação transparente e que a multa contratual foi retirada mediante acordo. O dirigente mencionou que Jardim desejava lidar com a parte administrativa e avisou sobre a necessidade de afastamento para tratar de questões pessoais.
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