- A ANRESF abriu procedimento para investigar supostas más gestões no Botafogo, primeira diligência da agência criada em janeiro.
- Um ofício enviado ao clube solicita documentos, incluindo o contrato do empréstimo feito por John Textor para pagar dívida pela contratação do argentino Thiago Almada.
- O empréstimo foi de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130 milhões), usados para derrubar o transfer ban relacionado à dívida com Almada.
- A diligência também mira eventuais ligações financeiras entre Botafogo e o Lyon, conforme reportagens recentes.
- O Botafogo tem 15 dias para apresentar os documentos; a ANRESF deve analisar as informações antes das demonstrações financeiras de abril.
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) abriu uma investigação para apurar supostas más gestões no Botafogo, em especial relacionadas ao empréstimo de Textor e à dívida pela contratação de Thiago Almada. O foco inicial é a possível utilização de recursos para quitar dívidas que resultaram em um transfer ban.
Um ofício enviado ao clube solicita a apresentação de documentos estratégicos, incluindo o contrato do empréstimo de John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, destinado a pagar a contratação do argentino Thiago Almada junto ao Atlanta United. A operação teria usado cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130 milhões) com juros supostamente abusivos, contribuindo para a suspensão de transferências.
A apuração surge após denúncias recebidas pela ANRESF, há cerca de três semanas, ligadas a supostas práticas financeiras envolvendo o Botafogo e o Lyon, clube que pelo menos até então também era associado ao grupo de Textor. O órgão solicita 15 dias de prazo para que o Botafogo apresente os documentos.
Desenvolvimento da investigação
A ANRESF informou que a diligência é documental e pode evoluir conforme as informações recebidas. O objetivo é entender se houve discrepância entre os reportes financeiros e as operações vinculadas ao conglomerado de Textor, além de tratar de questões relacionadas a “transferências fantasmas” de atletas para antecipação de receitas.
As informações deverão constar nas demonstrações financeiras que serão entregues pela instituição em abril, o que aumenta a pressão pela clareza dos dados já que o material pode impactar a avaliação de conformidade com o fair play financeiro.
Posição do Botafogo e de autoridades
A agência confirmou não comentar o caso até o momento. O Botafogo informou, por meio de nota, que está cumprindo seu papel institucional e que prestará todos os esclarecimentos necessários, ressaltando que a denúncia possui agenda própria para atacar a reputação do clube. A nota também observou que o Botafogo acompanha a atuação da ANRESF com tranquilidade.
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