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Empresário que negociou mais jogadores em 2026 revela bastidores do mercado

Com mais de cento e cinquenta jogadores sob sua tutela, empresário analisa impacto da Copa e o fortalecimento de mercados periféricos

Márcio Bittencourt trabalha como agente de jogadores de futebol desde 1999 (Foto: Divulgação)
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  • Márcio Bittencourt já administra mais de 150 jogadores, entre base e profissionais, em várias regiões do mundo, desde 1999, quando migrou para o agenciamento de atletas.
  • O empresário ressalta que o trabalho envolve construção de carreira dos jogadores, não apenas intermediação de transferências, e que é preciso lidar com variáveis e longos prazos para cada atleta.
  • O mercado brasileiro tem visto clubes mais capitalizados e negociações mais complexas, com valores maiores e processos que podem durar meses ou anos.
  • Mercados periféricos, como Japão, Coreia do Sul, China, México e ligas como a MLS (Major League Soccer), além do mundo árabe, ganham protagonismo nas estratégias de carreira.
  • Em exemplo citado, o jogador Juninho saiu da Segunda Liga de Portugal para o Qarabağ, teve destaque na Liga Europa, foi ao Flamengo e hoje atua no Pumas; o caso ilustra a relação entre jogador e agente.
  • Bittencourt foi convidado para a terceira edição do Simpósio Internacional de Agentes e Negócios no Futebol, em Miami, durante a Copa do Mundo de 2026, para falar sobre agenciamento e carreira.
  • O empresário afirma que a janela de transferências segue normal durante a Copa, com oportunidades surgindo, mas sem alterações significativas no comportamento do mercado.

Márcio Bittencourt, empresário brasileiro, administra carreira de mais de 150 jogadores entre base e profissionais em diversas ligas do mundo. O ingresso no futebol veio após atuação no mercado financeiro e ao gerir a conta do Clube do Zico, em 1999. Desde então, mergulhou no agenciamento de atletas e acompanhou as mudanças do setor.

A abordagem de Bittencourt vai além da intermediação de transferências. Ele afirma que a construção de carreira é fundamental e busca afastar a visão de atleta como simples produto. O foco é a profissão do jogador e o desempenho dentro de campo.

O empresário cita casos reais para ilustrar o caminho de desenvolvimento. Um exemplo é o jogador Rayan, que consolidou-se no futebol inglês após trajetórias que envolveram decisões estratégicas de carreira. A montagem de etapas longe de apenas uma venda é enfatizada pelo agente.

Estratégia de carreira x mercado atual

Segundo Bittencourt, a lógica de negociações mudou no Brasil e no exterior. Clubes estão mais capitalizados, o que eleva valores e aumenta a duração dos processos de negócio, que podem se estender por meses ou anos.

Mercados periféricos ganham protagonismo na construção de trajetórias. Japão, Coreia do Sul, China, México e ligas da MLS aparecem como destinos recorrentes, além de ligas do mundo árabe. O agente ressalta que o Brasil é referência para atletas na Ásia.

Exemplo de trajetória de destaque

Entre os casos citados está Juninho, jogador que saiu da segunda divisão de Portugal para o Qarabag e brilhou na Liga Europa, enfrentando o Bayer Leverkusen. O caminho incluiu passagem pelo futebol brasileiro, com negociação que levou ao Flamengo e depois a outros clubes, até chegar ao Pumas. O exemplo ilustra a relação entre jogador e agente na construção de oportunidades.

Bittencourt também revela participação em eventos relevantes. Será palestrante na terceira edição do Simpósio Internacional de Agentes e Negócios no Futebol, em Miami, durante a Copa do Mundo de 2026, para debater agenciamento e carreira. O convite destaca o papel do evento no diálogo entre profissionais da área.

Perspectivas para a janela de transferências

Mesmo com a coincidência com o Mundial, o empresário não espera mudanças bruscas no comportamento do mercado. A janela de transferências deve seguir o ritmo habitual, com clubes japoneses, coreanos e brasileiros mantendo atividades. Novas oportunidades podem surgir para jogadores que se destacarem na Copa.

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