- Justiça determina que o Tupi venda o Estádio Salles Oliveira, de 94 anos, para seguir na Recuperação Judicial e avançar rumo à SAF.
- A praça esportiva está avaliada em R$ 12 milhões, enquanto a dívida total do clube passa de R$ 24 milhões.
- A venda será feita por meio de Unidade Produtiva Isolada (UPI), com pagamento parcelado e abertura de propostas sob supervisão judicial.
- A única empresa que já manifestou interesse na SAF do Tupi é a Magnitude Participações Ltda.
- O processo de Recuperação Judicial foi homologado pela Justiça em março, com ajustes solicitados pelo Administrador Judicial para seguir no regime.
O Tupi segue em recuperação judicial após enfrentar crise financeira que agravou desde a gestão anterior. A Justiça determinou a alienação do Estádio Salles Oliveira, de 94 anos, para viabilizar a continuidade do processo e a possível criação de uma SAF.
O clube mineiro, campeão da Série D em 2011 e com histórico de títulos locais, terá de vender o estádio para dar andamento ao regime de recuperação judicial homologado no fim de março. O Salles Oliveira está avaliado em 12 milhões de reais.
A dívida total do Tupi supera 24 milhões de reais, ficando aproximadamente o dobro do valor da praça esportiva. A venda ocorrerá dentro de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), estrutura comum para separar ativos e facilitar a negociação sem prejudicar credores.
A venda não será por leilão e sim de forma aberta, com pagamento parcelado. O dinheiro arrecadado será destinado aos credores, mediante homologação judicial. Também será criada a UPI Futebol para setores ligados ao futebol e eventual venda da SAF.
A Magnitude Participações Ltda. é a principal interessada na aquisição do clube e já mantém conversas desde 2024, quando o Tupi aprovou a constituição da SAF e ingressou na recuperação judicial. A negociação depende de aprovação judicial final.
A recuperação judicial, iniciada em 2024, busca permitir ao clube reorganizar seu passivo e retomar atividades. Desde então, o Tupi precisou cumprir exigências do Administrador Judicial e superar contestações de credores para seguir adiante.
Historicamente, o Tupi teve fases de destaque esportivo, incluindo acessos nacionais, mas enfrentou derrocada administrativa e financeira a partir de 2016. O clube caiu de séries nacionais e do cenário principal do futebol mineiro, chegando à terceira divisão estadual.
A decisão judicial de manter a RJ em andamento consolidou o caminho para a possibilidade de transformar o Tupi em SAF, com a venda de ativos para quitar parte das dívidas e estruturar a futura gestão societária. A tramitação completa depende de homologação em juízo.
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