- Botafogo acionou na Justiça do Rio o Olympique Lyonnais, cobrando dívida que supera R$ 745 milhões em empréstimos feitos pela SAF Eagle Football.
- A primeira cobrança é de 21 milhões de euros, em execução extrajudicial, com outras dívidas no sistema de caixa único do grupo Eagle.
- John Textor, dono da SAF do Botafogo, montou uma equipe jurídica renomada para buscar o ressarcimento e proteger o projeto esportivo do clube.
- O Lyon questiona a jurisdição brasileira, sugerindo que o caso poderia ter ido à Justiça de Londres; os empréstimos envolveram clubes do grupo Eagle.
- A inadimplência impactou o Botafogo, incluindo restrições de transferências aplicadas pela FIFA no fim de 2025; o clube afirma que adotará todas as medidas legais para recuperar os valores.
O Botafogo acionou o Olympique Lyonnais na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar dívidas que somam mais de R$ 745 milhões. A ação envolve empréstimos realizados pela Eagle Football, rede de clubes liderada por John Textor, no período de crise do Lyon.
A primeira cobrança é de execução extrajudicial no valor de 21 milhões de euros (cerca de R$ 129 milhões na cotação de março de 2025). Há outras cobranças registradas no sistema de caixa único mantido pela Eagle.
O Botafogo, detentor da SAF sob Textor, organizou uma equipe jurídica para buscar reparação dos prejuízos. O clube afirma que a cobrança é essencial para fortalecer o projeto esportivo e manter a gestão nos trilhos diante do cenário financeiro atual.
Posicionamento do Botafogo
O clube afirma que as dívidas superam R$ 745 milhões e que o objetivo é assegurar o retorno dos valores devidos para sustentar o planejamento esportivo. Desde a incorporação da SAF, em 2022, o Botafogo integra a rede Eagle.
Segundo o Botafogo, a parceria com Lyon e demais clubes do grupo foi fundamental para avanços como a Libertadores e o Brasileirão de 2024. O clube diz que o Lyon recebeu aportes que totalizam o montante cobrado.
Contexto da Eagle e do Lyon
A Eagle Football adquiriu o Lyon em situação de insolvência no fim de 2022, com dívidas a bancos e restrições de sanções do DNCG. O Botafogo aportou recursos significativos para manter a operação, com a expectativa de reembolso.
O Lyon, por sua vez, contesta a escolha de jurisdição, sugerindo que o caso poderia ter ido a Londres, onde fica a empresa subsidiária Eagle Bidco. A disputa envolve também dívidas de outros componentes do grupo.
Desdobramentos recentes
A prestação de contas de 2025 aponta impactos diretos na operação do Botafogo, com dificuldades de renovação e contratação. Em 2025, o clube também enfrentou um Transferban da FIFA, relacionada a esse ciclo de operações. The dispute avança na Justiça.
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